Lição 05 - 2 Trim. 2020
Hermenêutica Bíblica
Resenha do Robin Silva
Somente Pelas Escrituras
"Sola Scriptura"
Memorizar Hebreus 4:12
Contextualize a Lição em: "Isa.8:20; Mc.12:10 e 26; Lc.24:27,44 e 45; 1Co.4:1-6; 2Tm.1:13; Tt.1:9"
1 - Somente pelas Escrituras - "Sola Scriptura"
O verso para memorizar revela que a Palavra de Deus é capaz de dividir a estrutura humana em seu todo a nível espiritual microscópico e restaurá-lo ao ideal de Deus pela implantação da nova vida em Cristo.
Sendo protestantes em termos de Teologia, devemos manter a Bíblia como autoridade doutrinal suprema.
A partir de mim mesmo devo refletir:
Martinho Lutero, só por causa da Justificação Pela Fé, (Rm.1:16,17=1Co.1:18;= Hc.2:4;= Gl.3:11;=Fp.3:9 e = Hbr.10:38) enfrentou os erros da Igreja de seu tempo com suas 95 teses cravadas na porta da Igreja de Wittenberg e, sacudiu não só os alicerces da Igreja, o trono de Satanás e o mundo inteiro com seu protesto usando a Bíblia como sua salvaguarda de Salvação.
A questão hoje é: Nós, que recebemos em mais de cinco séculos da Reforma Protestante muito mais Luz do que a recebida por Lutero, (Pv.4:18) estamos protestando publicamente contra o que?
Quantas teses estamos fixando nas portas do templo da ignorância humana agora sobre as outras doutrinas bíblicas que vieram, à Luz depois da Justificação Pela Fé defendida por Martinho Lutero em seu tempo presente?
Correntes de interpretação Bíblica
Teologia Católica:
a) Interpretação alegórica
b) Filosofia e religião como autoridade
c) Baseada nas tradições
d) Fortaleceu fábulas e mitos
e) Fontes influenciadoras diversas
Teologia Protestante:
a) Interpretação histórico-gramatical
b) Escrituras como autoridade
c ) Baseada somente nas Escrituras
d) Fortaleceu as Escrituras
e) As Escrituras como única fonte decisiva
Qual o diferencial?
O diferencial da Reforma não estava em seus precursores, antes, no poder das Escrituras Sagradas que deu força e autoridade ao movimento protestante e não o contrário (Jo.8:32)
2 - As Escrituras como norma dominante
Ultrapassar, ou mesmo omitir as escrituras seria expor o orgulho humano acima da Palavra de Deus. Jamais devemos contrariar o que "está escrito" na Bíblia.
Só, e somente as Escrituras Sagradas têm a autoridade teológica que transcede e julga qualquer outra fonte ou tradição da Igreja.
"Somente as Escrituras são o verdadeiro senhor e mestre de todos os escritos da Terra." (Martin Luter, Luther's Works, v.32; Career of the Reformer II, ed.Jaroslav Jan Pelikan, Hilton C. Oswald e Helmut T. Lehmann [Philadephia: Fortress Press, 1999], p.11, 12)
O princípio da "sola Scriptura" tinha a intenção de proteger a autoridade das Escrituras Sagradas de dependência da Igreja e de sua interpretação, e ele descartava [e ainda deve descartar sempre] a possibilidade de que o padrão de sua interpretação viesse ou venha de fora da Bíblia.
A Bíblia é normativa pois:
a) É a manifestação da Palavra de Deus (Gn.1:3)
b) É a revelação dos atributos divinos ao ser humano (Tt.1:9)
c) É imparcial em seus relatos históricos (2Sm.12)
d) É mais elevada em seu padrão moral (Tg.2:10)
e) É autossuficiente, não precisando de alteração (Ap.22:18-19)
f) É padrão para toda doutrina e ensino (At.17:11)
A questão aqui é: O que faço, ou vou fazer para aceitar a norma Bíblica para conduzir com segurança a minha vida?
3 - A unidade das Escrituras Sagradas
A própria Bíblia afirma sobre si mesma que TODA "escritura é inspirada por Deus (2Tm.3:16) e que "nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação," e que "homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2Pe.1:20,21)
Paulo nos orienta na Palavra de Deus a mantermos com amor o padrão da sã doutrina mesmo que necessitemos ser severos na disciplina e procedimentos da Igreja, isto é, não devemos admitir confusão doutrinária sob quaisquer pretextos.
Jesus e os escritores bíblicos, reconheceram a unidade das Escrituras Sagradas, que está fundamentada na origem divina delas.
Em vez da desenvolvermos ensino com declarações isoladas, devemos levar em solene consideração o estudo da Bíblia em seu todo [tota scriptura] ou seja Antigo e Novo testamentos juntos.
Vários personagens bíblicos enfatizavam a unidade e a inseparabilidade das Escrituras de diferentes formas:
a) Cristo - Totalidade (Lc.24:25)
b) Pedro - Harmonia (2Pe.3:2)
c) Paulo - Coerência (At.24:14)
d) Igreja - Fundamento (Ef.2:20)
É incrível permear toda bíblia e perceber que muitos escritores que nunca se conheceram e de diversas origens, culturas, experiências e costumes foram tão fiéis em seus escritos a ponto de nos deixar uma Bíblia perfeita em unidade de conteúdo e propósito de mensagem!
4 - A clareza das Escrituras Sagradas
O Espírito Santo orientou os escritores bíblicos de forma tão clara na exposição da verdade do conteúdo inspirado que até as crianças são capazes de compreender a vontade de Deus nas páginas das sagradas letras.
Jesus mesmo demonstrou esta verdade conforme citações como: Mt.12:3,5; 19:4; 21:42; 22:31; 24:15; Mc.12:10,26; 13:14; Lc.6:3)
A Bíblia é suficientemente clara naquilo que ensina, especialmente no que tange ao que cada pecador necessita para ser Salvo pela Graça e Misericórdia de Cristo.
O exemplo uniforme dos escritores bíblicos mostra que as Escrituras Sagradas devem ser tomadas no sentido literal, a menos que se trate, óbvia e claramente, de linguagem figurada, e mesmo assim, figuras e símbolos, ela mesma descerra aos olhos de um pesquisador sincero e reverente.
O preceito "sola Scriptura" evoca o princípio da clareza das Escrituras, (Mt.24:15) o qual rejeita e apoia algumas ideias:
Rejeita:
a) Magistério eclesiástico para interpretar
b) Interpretação alegórica
c) Múltiplos significados do texto
d) Significado místico e secreto
Apoia:
a) Sacerdócio de todos os crentes
b) Interpretação literal
c) Significado definido e imutável
d) Significado claro e direto
O Espírito Santo opera na mente humana (Is.30:21; Jo.14:26) de forma que a mente se torne espiritual para discernir TODA verdade que Ele deseja que a pessoa compreenda e compartilhe. (1Co.2:13,14)
5 - As Escrituras interpretam as Escrituras
Há um princípio bíblico infalível, que é a sua autoexplicação. (Is.28:9,10=1Co.2:13,14) Exemplos clássicos: Dn.2; 8; e Ap.17:15.
Todos os textos devem ser comparados no contexto imediato, ou seja, um verso antes, versos após, todo o capítulo, todo Livro, e se necessário toda Bíblia para que se tenha o desfecho claro de qualquer assunto ou tema a estudar.
Jesus fez questão de apontar para as Escrituras em Seu tempo [V.T.] em Seus corretos e perfeitos ensinos, provando e testificando de Sua Missão, e nos orienta assim a buscarmos nelas o meio de melhor conhecê-Lo. (Mt.22:29; Lc.24:27,44,45; Jo.5:39,40)
Martinho Lutero disse: "A Escritura é sua própria Luz." Isso quer dizer que a unidade que é encontrada nas Escrituras é a base para interpretá-las. Por isso é necessário respeitar:
a) O contexto imediato da passagem em estudo
b) O contexto do capítulo
c) O contexto geral do Livro
d) A totalidade das Escrituras
e) A intenção do autor
f) A metanarrativa das Escrituras
g) A influência do Espírito Santo
Se cremos que as Sagradas Escrituras interpretam a Si mesmas, por que tanta gente acha melhor deixar de lado o "assim diz o Senhor" ou o "Está escrito," para acreditar na [achologia e na pensologia] humana?
Os que têm preguiça de investigar as Escrituras por si mesmos, sempre correrão o risco de serem enganados pelos falsos profetas do tempo presente. "Sejamos Bereanos!"
Melhor é confiar na Palavra de Deus do que confiar na palavra humana, quando esta não condiz com a revelação escrita na Bíblia. (Sl.20:7,8; 118:8; At.17:11;)
6 - Sola Scriptura e Ellen G White
Como ficam os Adventistas do Sétimo Dia em relação aos escritos bíblicos e os testemunhos de Ellen G White?
Devo esclarecer em primeira mão que:
a) Ellen G White Jamais, em escrito algum de seu cunho arrogou para si o título de profetiza.
b) Para ela a Bíblia era fundamental e central em todo seu pensamento e teologia.
c) Ela em seus escritos confirmou que a bíblia é a autoridade superior, norma e padrão supremos para toda doutrina, fé e prática. (O Grande Conflito pág.595)
d) Além disso, ela claramente apoiou o grande princípio protestante da sola Scriptura (Veja O Grande Conflito pág.9)
Seus escritos não são um acréscimo às Escrituras Sagradas, mas estão sujeitos à Palavra de Deus.
Se TODOS os Adventistas do Sétimos Dia buscassem conhecer e aplicar da forma correta (1Pe.3:16) os escritos de Ellen G White diante da Igreja e do mundo como ela ensinou a respeito das Sagradas Escrituras, estaríamos à frete no ranking do conhecimento das Escrituras Sagradas para as quais seus escritos sempre motivaram a Igreja.
Quem não tem o "Sola Scriptura" como salvaguarda na ponta da língua não tem como defender e nem acusar o Ministério de Ellen G White diante do mundo e nem mesmo como defendê-los dentro da IASD.
A mesma Luz que guiou a mente de Martinho Lutero no tocante à iniciar a Reforma Protestante quanto à Justificação Pela Fé e guiou os outros Reformadores em outras solenes verdades, guiou a mente de Ellen G White quanto ao avanço da restauração da Verdade de outras doutrinas bíblicas básicas esquecidas, por exemplo:
a) Cristo o centro de toda Sua Palavra
b) Expiação de Cristo
c) Cristo no Seu Santuário
d) O Grande Conflito
e) Natureza do homem na morte
f) O verdadeiro Santo Dia do Senhor [O Santo Sábado]
g) O ensino correto sobre a Segunda Volta de Jesus
Nós Adventistas Do Sétimo Dia cremos que os escritos de Ellen G White compartilham a mesma inspiração das Escrituras, conforme (2Cr.20:20), porém, sem autoridade doutrinária.
Ellen G White durante seu ministério se relacionou de modo singular com as Escrituras Sagradas; ela:
a) Fundamentou seu pensamento teológico nas Escrituras (G.C.p.595)
b) Defendeu o soberano princípio "Sola Scriptura" (G.C.p.7)
c) Declarou que a Bíblia é seu próprio expositor assim como Lutero (F.E.C)
d) Recomendou sempre as Escrituras como única regra de Fé e prática (P.E. p.78)
e) Confirmou as Escrituras como autoridade superior (C.T.p330)
f) Enfatizou o princípio "tota Scriptura" (Ed.p.190)
g) Chamou o povo de seu tempo de volta para as Escrituras (TI.2.p.605)
h) Elevou sempre as Escrituras acima de seus escritos (C.E.p.37)
CT=Cristo Triunfante
Ed=Educação
TI2=Test p Igreja Vol 2
CE= Conselhos sobre Educação
PE=Primeiros Escritos
GC= O Grande Conflito
FEC=Fundamentos da Educação Cristã
Se todos os oponentes aos escritos de Ellen G White não estudarem seus livros buscando a respostas no todo de seu devido contexto terão dificuldades de interpretar sua mensagem assim como lendo qualquer outra obra dos demais reformadores inclusive as Sagradas Escrituras.
7 - Conclusão da Lição
A Escritura é sua própria intérprete, e todo estudante deve se aproximar dela com decidido propósito de um verdadeiro aprendiz.
Ellen G White escreveu: "Quando vocês fizerem da Bíblia seu alimento, sua comida e sua bebida, quando fizerem de seus princípios os elementos de seu caráter, conhecerão melhor como receber conselho de Deus. Enalteço a preciosa Palavra diante de vocês neste dia. Não repitam o que eu declarei, afirmando: 'A irmã White disse isto' e 'a irmã White disse aquilo.' Descubram o que o Senhor de Israel diz e façam então, o que Ele ordena." (Ellen G White - Mensagens Escolhidas, v.3, p.33)
Posta a declaração acima, e baseado neste tópico tão claro, posso declarar que, infelizmente são alguns adventistas desprovidos de sabedoria, que com sua compreensão obstruída sobre os escritos da autora Ellen G White destroem de alguma forma seu Ministério e afastam assim milhares que poderiam se aproximarem simpática e amorosamente de nós Adventistas Do Sétimo Dia.
Nós, Adventistas Do Sétimo Dia acreditamos fielmente que assuntos de fé e prática devem ser decididos apenas pelas Escrituras Sagradas (Hb.4:12) Essa crença é uma herança da Reforma Protestante. Mas é vital entendermos que "Sola Scriptura:"
a) Não nega o valor de outros recursos didáticos que ajudam a entender melhor os textos bíblicos.
b) Não significa que a Bíblia seja a única revelação disponível.
c) Não significa que só a Bíblia tenha verdades.
d) Não representa uma negação dos escritos de Ellen G White.
E Sintetizando:
1 - A Reforma foi fundamentada na Bíblia
2 - A IASD se fundamenta na Bíblia, e a tem como regra de fé e prática.
3 - O Velho e o Novo Testamentos se completam e se explicam em plena e absoluta harmonia e unidade.
4 - Os escritos de Ellen G White não sobrepõem à Bíblia em ponto algum; são comentários que nos ajudam a compreender melhor as Escrituras Sagradas.
5 - Nada e nem ninguém devem ser reconhecidos como mais importantes do que a Bíblia.
6 - O Espírito Santo nunca vai dar mensagens ou revelações extras, que ao serem conferidas com o modelo bíblico de revelação mostrem distorções quanto à forma e conteúdo que Ele inspirou aos escritores bíblicos.
7 - Estudemos a Bíblia e estaremos seguros em conhecer e prosseguir conhecendo O Senhor. (Os.6:3)
Um feliz e abençoado Sábado e ótimo fim de semana! (Robin.)
sexta-feira, 1 de maio de 2020
sexta-feira, 24 de abril de 2020
Lição 04 - Como Interpretar as Escrituras - A Bíblia - A Fonte Autoritativa de Nossa Teologia - Resenha do Robin Silva
Lição 04 - Como Interpretar as Escrituras
A Bíblia - A Fonte Autoritativa de Nossa Teologia
Resenha do Robin Silva
Memorizar: "À Lei [Mandamentos de Deus] e ao testemunho [dos Profetas]! Se eles não falarem segundo esta palavra, jamais verão a luz do alvorecer." (Isa.8:20) - Nova Almeida Atualizada. "Pensemos aqui sobre o bendito alvorecer da Segunda Volta de Jesus!"
Suporte Bíblico contextual: "Mc.7:1-13; Jo.5:46,47; Jo.7:38; Rm.2:4; 2Co.10:5,6; 1Jo.2:15-17;"
O objetivo da lição desta semana é estudar as principais influências que envolvem e afetam a autoridade da Bíblia sobre a Teologia de nossa fé e prática.
1 - A Bíblia - a fonte autoritativa de nossa teologia
Consideremos estas cinco fontes que podem influenciar na interpretação da Bíblia. São elas:
a - A Tradição. (Mt.7:7,8)
b - A Experiência. (2Pe.1:20,21; 2Co.2:14)
c - A Cultura. (Tt.1:10-13)
d - A Razão. (2Co.4:4)
e - A Bíblia. (2Pe.3:16)
É a prioridade dada a cada uma das fontes que influencia na interpretação, determina a ênfase e a direção da Teologia. (Cl.2:8)
Teologia sem um esmerado conhecimento da Palavra de Deus não tem o mínimo sentido.
Tradição, Experiência, Cultura, Razão, e a própria Bíblia são todas importantes dentro de todos os contextos teológicos, no entanto, a Bíblia [A Palavra de Deus] dever ter a primazia suprema como regra de Fé, interpretação, e prática; isto é, TUDO deve passar no crivo aferidor da Bíblia.
A autoridade da Bíblia deve suplantar TODA e qualquer investigação teológica - A teologia que não procede da Palavra de Deus é perniciosa e enganosa.
"Uma única frase das Escrituras Sagradas é de muito mais valor que dez mil ideias e argumentos humanos." (Test.P Igreja Vol.7; pág.71 primeiro parágrafo) É tremenda esta afirmação!
2 - A Tradição [Tudo o que é passado]
A tradição "dos anciãos" (Mc.7:3-5) na época de Jesus, se desenvolveu ao longo do tempo e acumulou aspectos e detalhes que originalmente não faziam parte da Palavra de Deus e nem de Seu Plano.
A tradição só é boa quando:
a - Harmoniza-se com a Palavra de Deus. (Js.24:27; Est.9:27; 1Sam.1:4; 2Tes.2:15)
b - Desenvolve Estrutura e Organização. (Rt.4:7; Ef.2:20; 1Cor.11:2; Gal.1:14)
c - Conecta às raízes. (Gên.46:34; Est.3:8; At.24:14; At.28:17)
A Tradição é maléfica e perniciosa quando:
a - Se opõe à Palavra de Deus. (Jz.2:17; 2Rs.17:8; Cl.2:8,20)
b - É igualada à Palavra de Deus. (Lv.18:3; 2Rs.17:33; At.6:14)
c - Invalida a Palavra de Deus. (2Rs.16:3; Mt.15:6; Mc.7:8)
A questão não são as Tradições em si mesmas, mas o perigo de colocá-las em pé de igualdade ou acima das Escrituras Sagradas anulando-as.
Existe, ou existem algumas "tradições" em nossa teologia, que precisamos rever?
Creremos nós mais nos líderes e nos pioneiros da igreja e suas asserções do que no "Está Escrito" na Palavra de Deus?
3 - A nossa Experiência
Como nossa experiência de vida tem sido impactada em relação nosso relacionamento com Deus, com o próximo, com a criação e com tudo que lidamos ao nosso redor?
Que toda nossa experiência reflita a nossa alegria pela Salvação e pelo estarmos cumprindo a vontade de Deus revelada em Sua Palavra.
Não nos deixemos levar pelo "êxtase espiritual" neo cristão! Podemos estar sendo levados ao engano tal qual o que foi corrigido pelo Apóstolo Paulo na Igreja de Corinto. (1Co.12:1-11 e Cap. 14)
Também não nos permitamos prestar a Deus um culto frio e mecânico, mas sigamos a palavra de Paulo em Romanos 12:1-2, pois nossos sentimentos podem nos trair. (Jer.17:9)
Os sentimentos e pensamentos podem ser influenciados de forma poderosa através de:
a - Beleza dos relacionamentos. (Ecl.4:12)
b - Variadas artes. (Êx.35:30-35)
c - Música em louvor. (Sal.81:1,2)
d - Maravilhas da Criação. (Col.1:16)
e - A Alegria da Salvação. (Isa.61:10)
f - Poder das promessas. (Hbr.8:6)
Como temos agido diante dos itens de (a) a (f) citados acima? Sejamos sinceros na análise de nossas experiências.
4 - A Cultura
Relativizar postura com base em tudo que o povo de Deus fez no passado é desconsiderar toda Luz que nos tem sido revelada no todo da Palavra de Deus depois do Povo de Israel.
A Palavra de Deus deve ser levada em consideração verso a verso na Bíblia em primeiro lugar.
O relativismo cultural não deve ser equiparado com a Palavra de Deus, pois Deus nos julgará segundo a Luz que incidiu sobre nós.
Nossa cultura teológica deve ser pautada pelos princípios da Bíblia e levar Luz ao mundo com todas as culturas e não assimilar trevas por motivo cultural algum.
"O Salvador do mundo Se misturava constantemente com os homens, não para os animar em coisa que não estivesse em harmonia com a vontade de Deus, mas os elevar e enobrecer" (Conselho aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 323)
A Bíblia ultrapassa qualquer barreira cultural e pode transformar e corrigir os elementos pecaminosos de TODAS as Culturas:
a - A Bíblia surgiu de uma cultura específica. (Rm.9:1-30)
b - Toda Cultura está sob o Juízo de Deus. (Ec.12:14)
c - Alguns elementos culturais podem se alinhar com a Bíblia. (At.17:22,23)
d - A Fé bíblica apresenta uma contracultura fiel à Palavra de Deus. (At.17:24-30)
Nossa Cultura como verdadeiros cristãos deve ser viver em consonância com TODOS os princípios revelados na Palavra de Deus, especialmente os escritos pelo dedo de Deus. (Êx.20:1-17 e 31:18)
Toda e qualquer argumentação deve ser levada ao pé de cada verso bíblico que envolva o contexto da discussão proposta pelos que se opõem à Palavra de Deus, mesmo sob pretexto de a estarem defendendo.
Aliás, nosso papel não é defender a Palavra de Deus, mas obedecê-la, movidos pelo poder da Graça de Cristo comunicada pelo Espírito Santo a cada instante.
5 - O uso da nossa Razão intelectual que Deus nos deu
Somos seres racionais, mas nossa razão é manchada pelas digitais da natureza pecaminosa, então, devemos respeitar as Verdades expressadas na Palavra de Deus acima de nossa razão.
Para onde nossa Razão está nos levando?
A Palavra de Deus é clara: "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. (Pv.1:7 e 9:10)
No século XVIII o Iluminismo entendeu que deveria riscar Deus e a religião da mente das pessoas.
A Razão passou a ser uma "deusa" e por mais que as evidências revelassem o Deus verdadeiro, o Iluminismo, ao invés de iluminar trouxe trevas espirituais e morais para o mundo. (Isa.60:2a)
A "deusa" da Razão foi até venerada e carregada em andores naquele tempo por seus idólatras adoradores na França e em outros lugares da Europa.
Tudo que não é evidente para a Razão foi questionado e descartado pela filosofia do Iluminismo do Século XVIII, e essa visão afetou a crença em muitas das histórias da Bíblia, tais como:
a - Criação em sete dias. (Gên.1 e 2)
b - Nascimento virginal. (Lc.1:30-35)
c - Ações sobrenaturais. (Mt.17:24-27;
d - Milagres realizados. (Jo.2:1-11)
e - Ressurreição de Jesus. (Mc.16:6)
Como hoje se encaixam em nossas cabeças os itens: (a) (b) (c) (d) (e)? Vale a pena refletir sobre o verdadeiro estado de nossa sanidade mental.
Não nos anulemos em nossos raciocínios! (Rm.1:21,22) A nossa fé precisa ser inteligente, e nossos pensamentos devem ser cativos de Cristo (Rm.12:1; Fil.4:8 e Col.3:2) Adorar a "deusa" da Razão é aprender que "verdade" é algo que cada um de nós decide ser ou não.
É na submissão a Cristo e à Palavra de Deus que nossos pensamentos (nossa razão) se fortalecem para não serem traídos.
6 - A Bíblia
Jesus usou a Palavra de Deus - [A Bíblia] e esta, confirma Cristo como Messias desde o Gênesis até Malaquias.
É "Por meio das Escrituras Sagradas que O Espírito Santo fala à mente e grava a verdade no coração. Assim expõe o erro, expulsando-o do coração. É pelo Espírito da verdade, agindo pela Palavra de Deus, que Cristo submete a Si Seu Povo escolhido." (Is.30:21; Jo.14:26 - O Desejado de Todas as Nações, pág.671)
Toda e qualquer revelação [espiritual] que ao ser conferida com a Revelação da Bíblia, [A Palavra Escrita de Deus] não se harmonizar com ela dever ser considerada falsificação espiritual e deve ser descartada.
O crivo pelo qual devem passar todos os escritos e teologias, inclusive os escritos de Ellen G White, devem ser aferidos pelas Santas Escrituras e não o contrário.
Jesus foi claro em dizer: "Vocês erram por não conhecerem as Escrituras e nem o Poder de Deus" (Mt.22:29)
O Espírito Santo jamais deve ser interpretado como substituindo a Palavra Escrita da Bíblia, mas como agente ativo da Inspiração das Escrituras como base de toda revelação. (2Pe.1:21)
A Palavra de Deus, é confiável e merece plena aceitação, (1Tim.1:15) e nossa tarefa não é julgar as Escrituras, mas a Palavra de Deus tem o direito e a autoridade para julgar nossas vidas e nossos pensamentos, pois afinal, é a Palavra escrita do próprio Deus.
Algumas pessoas alegam ter recebido "revelações" e instruções especiais do Espírito Santo, mas estas instruções muitas vezes vem misturadas com o erro, logo, se diferem dos claros ensinos bíblicos, então, dever ser rejeitadas. As pessoas, no entanto, deve ser acolhidas com amor. (1Pe.3:16)
A Palavra de Deus está acima de nossas interpretações particulares. A Bíblia é a autoridade superior de nossa Teologia:
a - O Espirito Santo revelou e inspirou a Palavra de Deus. (2Pe.1:21; 2Tim.3:16)
b - A verdadeira impressão do Espírito Santo não diverge daquilo que Ele mesmo inspirou como conteúdo a ser escrito na Palavra de Deus. (Ez.36:27; At.5:32)
c - A Bíblia é superior autoridade sobre: A Tradição, a Experiência, a Cultura e à Razão.
d - O ser humano não tem autoridade da parte de Deus para julgar a Palavra de Deus e nem ao próximo. (Tg.4:11,12)
e - O ser humano é advertido e julgado pela Palavra de Deus. (Is.8:20; 2Tim.3:16; Tg.2:12)
A Bíblia é o guia seguro, porque, por melhores que sejam os nossos propósitos, pensamentos e intenções, eles podem com certeza nos enganar e fazer com que enganemos aos outros.
Jesus nos tornou rios de água viva. Ele é a Fonte. Estamos mesmo sendo Rios de água viva a dessedentar os que estão sedentos da Água da Fonte?
7 - Conclusão da Lição
1 - É mais fácil defender detalhes de tradições do ser fiel a Deus?
2 - Quais bênção e desafios existem nas tradições religiosas?
3 - Como responder a uma revelação, sonho ou visão que diverge da Bíblia?
4 - De que forma a cultura em que se vive influencia nas crenças?
Pois bem; "As Santas Escrituras [A Bíblia] devem ser aceitas como... a pedra de toque da experiência religiosa." Toda tradição, cultura e experiência, devem ser provadas pela Palavra de Deus. (Isa.8:20; O Grande Conflito pág.9)
Tudo que Deus falou é Lei.
Apelo: Não desprezemos a Tradição, a Experiência, a Cultura, a Razão e muito menos a Bíblia, mas jamais nos esqueçamos: A Palavra de Deus permanece para sempre. (Isa.40:8=Mt.24:35)
Um abençoado e feliz Sábado e ótimo fim de semana para você e família. (Robin Silva)
Se desejar um estudo mais avançado entre no Link:
A Bíblia - A Fonte Autoritativa de Nossa Teologia
Resenha do Robin Silva
Memorizar: "À Lei [Mandamentos de Deus] e ao testemunho [dos Profetas]! Se eles não falarem segundo esta palavra, jamais verão a luz do alvorecer." (Isa.8:20) - Nova Almeida Atualizada. "Pensemos aqui sobre o bendito alvorecer da Segunda Volta de Jesus!"
Suporte Bíblico contextual: "Mc.7:1-13; Jo.5:46,47; Jo.7:38; Rm.2:4; 2Co.10:5,6; 1Jo.2:15-17;"
O objetivo da lição desta semana é estudar as principais influências que envolvem e afetam a autoridade da Bíblia sobre a Teologia de nossa fé e prática.
1 - A Bíblia - a fonte autoritativa de nossa teologia
Consideremos estas cinco fontes que podem influenciar na interpretação da Bíblia. São elas:
a - A Tradição. (Mt.7:7,8)
b - A Experiência. (2Pe.1:20,21; 2Co.2:14)
c - A Cultura. (Tt.1:10-13)
d - A Razão. (2Co.4:4)
e - A Bíblia. (2Pe.3:16)
É a prioridade dada a cada uma das fontes que influencia na interpretação, determina a ênfase e a direção da Teologia. (Cl.2:8)
Teologia sem um esmerado conhecimento da Palavra de Deus não tem o mínimo sentido.
Tradição, Experiência, Cultura, Razão, e a própria Bíblia são todas importantes dentro de todos os contextos teológicos, no entanto, a Bíblia [A Palavra de Deus] dever ter a primazia suprema como regra de Fé, interpretação, e prática; isto é, TUDO deve passar no crivo aferidor da Bíblia.
A autoridade da Bíblia deve suplantar TODA e qualquer investigação teológica - A teologia que não procede da Palavra de Deus é perniciosa e enganosa.
"Uma única frase das Escrituras Sagradas é de muito mais valor que dez mil ideias e argumentos humanos." (Test.P Igreja Vol.7; pág.71 primeiro parágrafo) É tremenda esta afirmação!
2 - A Tradição [Tudo o que é passado]
A tradição "dos anciãos" (Mc.7:3-5) na época de Jesus, se desenvolveu ao longo do tempo e acumulou aspectos e detalhes que originalmente não faziam parte da Palavra de Deus e nem de Seu Plano.
A tradição só é boa quando:
a - Harmoniza-se com a Palavra de Deus. (Js.24:27; Est.9:27; 1Sam.1:4; 2Tes.2:15)
b - Desenvolve Estrutura e Organização. (Rt.4:7; Ef.2:20; 1Cor.11:2; Gal.1:14)
c - Conecta às raízes. (Gên.46:34; Est.3:8; At.24:14; At.28:17)
A Tradição é maléfica e perniciosa quando:
a - Se opõe à Palavra de Deus. (Jz.2:17; 2Rs.17:8; Cl.2:8,20)
b - É igualada à Palavra de Deus. (Lv.18:3; 2Rs.17:33; At.6:14)
c - Invalida a Palavra de Deus. (2Rs.16:3; Mt.15:6; Mc.7:8)
A questão não são as Tradições em si mesmas, mas o perigo de colocá-las em pé de igualdade ou acima das Escrituras Sagradas anulando-as.
Existe, ou existem algumas "tradições" em nossa teologia, que precisamos rever?
Creremos nós mais nos líderes e nos pioneiros da igreja e suas asserções do que no "Está Escrito" na Palavra de Deus?
3 - A nossa Experiência
Como nossa experiência de vida tem sido impactada em relação nosso relacionamento com Deus, com o próximo, com a criação e com tudo que lidamos ao nosso redor?
Que toda nossa experiência reflita a nossa alegria pela Salvação e pelo estarmos cumprindo a vontade de Deus revelada em Sua Palavra.
Não nos deixemos levar pelo "êxtase espiritual" neo cristão! Podemos estar sendo levados ao engano tal qual o que foi corrigido pelo Apóstolo Paulo na Igreja de Corinto. (1Co.12:1-11 e Cap. 14)
Também não nos permitamos prestar a Deus um culto frio e mecânico, mas sigamos a palavra de Paulo em Romanos 12:1-2, pois nossos sentimentos podem nos trair. (Jer.17:9)
Os sentimentos e pensamentos podem ser influenciados de forma poderosa através de:
a - Beleza dos relacionamentos. (Ecl.4:12)
b - Variadas artes. (Êx.35:30-35)
c - Música em louvor. (Sal.81:1,2)
d - Maravilhas da Criação. (Col.1:16)
e - A Alegria da Salvação. (Isa.61:10)
f - Poder das promessas. (Hbr.8:6)
Como temos agido diante dos itens de (a) a (f) citados acima? Sejamos sinceros na análise de nossas experiências.
4 - A Cultura
Relativizar postura com base em tudo que o povo de Deus fez no passado é desconsiderar toda Luz que nos tem sido revelada no todo da Palavra de Deus depois do Povo de Israel.
A Palavra de Deus deve ser levada em consideração verso a verso na Bíblia em primeiro lugar.
O relativismo cultural não deve ser equiparado com a Palavra de Deus, pois Deus nos julgará segundo a Luz que incidiu sobre nós.
Nossa cultura teológica deve ser pautada pelos princípios da Bíblia e levar Luz ao mundo com todas as culturas e não assimilar trevas por motivo cultural algum.
"O Salvador do mundo Se misturava constantemente com os homens, não para os animar em coisa que não estivesse em harmonia com a vontade de Deus, mas os elevar e enobrecer" (Conselho aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 323)
A Bíblia ultrapassa qualquer barreira cultural e pode transformar e corrigir os elementos pecaminosos de TODAS as Culturas:
a - A Bíblia surgiu de uma cultura específica. (Rm.9:1-30)
b - Toda Cultura está sob o Juízo de Deus. (Ec.12:14)
c - Alguns elementos culturais podem se alinhar com a Bíblia. (At.17:22,23)
d - A Fé bíblica apresenta uma contracultura fiel à Palavra de Deus. (At.17:24-30)
Nossa Cultura como verdadeiros cristãos deve ser viver em consonância com TODOS os princípios revelados na Palavra de Deus, especialmente os escritos pelo dedo de Deus. (Êx.20:1-17 e 31:18)
Toda e qualquer argumentação deve ser levada ao pé de cada verso bíblico que envolva o contexto da discussão proposta pelos que se opõem à Palavra de Deus, mesmo sob pretexto de a estarem defendendo.
Aliás, nosso papel não é defender a Palavra de Deus, mas obedecê-la, movidos pelo poder da Graça de Cristo comunicada pelo Espírito Santo a cada instante.
5 - O uso da nossa Razão intelectual que Deus nos deu
Somos seres racionais, mas nossa razão é manchada pelas digitais da natureza pecaminosa, então, devemos respeitar as Verdades expressadas na Palavra de Deus acima de nossa razão.
Para onde nossa Razão está nos levando?
A Palavra de Deus é clara: "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. (Pv.1:7 e 9:10)
No século XVIII o Iluminismo entendeu que deveria riscar Deus e a religião da mente das pessoas.
A Razão passou a ser uma "deusa" e por mais que as evidências revelassem o Deus verdadeiro, o Iluminismo, ao invés de iluminar trouxe trevas espirituais e morais para o mundo. (Isa.60:2a)
A "deusa" da Razão foi até venerada e carregada em andores naquele tempo por seus idólatras adoradores na França e em outros lugares da Europa.
Tudo que não é evidente para a Razão foi questionado e descartado pela filosofia do Iluminismo do Século XVIII, e essa visão afetou a crença em muitas das histórias da Bíblia, tais como:
a - Criação em sete dias. (Gên.1 e 2)
b - Nascimento virginal. (Lc.1:30-35)
c - Ações sobrenaturais. (Mt.17:24-27;
d - Milagres realizados. (Jo.2:1-11)
e - Ressurreição de Jesus. (Mc.16:6)
Como hoje se encaixam em nossas cabeças os itens: (a) (b) (c) (d) (e)? Vale a pena refletir sobre o verdadeiro estado de nossa sanidade mental.
Não nos anulemos em nossos raciocínios! (Rm.1:21,22) A nossa fé precisa ser inteligente, e nossos pensamentos devem ser cativos de Cristo (Rm.12:1; Fil.4:8 e Col.3:2) Adorar a "deusa" da Razão é aprender que "verdade" é algo que cada um de nós decide ser ou não.
É na submissão a Cristo e à Palavra de Deus que nossos pensamentos (nossa razão) se fortalecem para não serem traídos.
6 - A Bíblia
Jesus usou a Palavra de Deus - [A Bíblia] e esta, confirma Cristo como Messias desde o Gênesis até Malaquias.
É "Por meio das Escrituras Sagradas que O Espírito Santo fala à mente e grava a verdade no coração. Assim expõe o erro, expulsando-o do coração. É pelo Espírito da verdade, agindo pela Palavra de Deus, que Cristo submete a Si Seu Povo escolhido." (Is.30:21; Jo.14:26 - O Desejado de Todas as Nações, pág.671)
Toda e qualquer revelação [espiritual] que ao ser conferida com a Revelação da Bíblia, [A Palavra Escrita de Deus] não se harmonizar com ela dever ser considerada falsificação espiritual e deve ser descartada.
O crivo pelo qual devem passar todos os escritos e teologias, inclusive os escritos de Ellen G White, devem ser aferidos pelas Santas Escrituras e não o contrário.
Jesus foi claro em dizer: "Vocês erram por não conhecerem as Escrituras e nem o Poder de Deus" (Mt.22:29)
O Espírito Santo jamais deve ser interpretado como substituindo a Palavra Escrita da Bíblia, mas como agente ativo da Inspiração das Escrituras como base de toda revelação. (2Pe.1:21)
A Palavra de Deus, é confiável e merece plena aceitação, (1Tim.1:15) e nossa tarefa não é julgar as Escrituras, mas a Palavra de Deus tem o direito e a autoridade para julgar nossas vidas e nossos pensamentos, pois afinal, é a Palavra escrita do próprio Deus.
Algumas pessoas alegam ter recebido "revelações" e instruções especiais do Espírito Santo, mas estas instruções muitas vezes vem misturadas com o erro, logo, se diferem dos claros ensinos bíblicos, então, dever ser rejeitadas. As pessoas, no entanto, deve ser acolhidas com amor. (1Pe.3:16)
A Palavra de Deus está acima de nossas interpretações particulares. A Bíblia é a autoridade superior de nossa Teologia:
a - O Espirito Santo revelou e inspirou a Palavra de Deus. (2Pe.1:21; 2Tim.3:16)
b - A verdadeira impressão do Espírito Santo não diverge daquilo que Ele mesmo inspirou como conteúdo a ser escrito na Palavra de Deus. (Ez.36:27; At.5:32)
c - A Bíblia é superior autoridade sobre: A Tradição, a Experiência, a Cultura e à Razão.
d - O ser humano não tem autoridade da parte de Deus para julgar a Palavra de Deus e nem ao próximo. (Tg.4:11,12)
e - O ser humano é advertido e julgado pela Palavra de Deus. (Is.8:20; 2Tim.3:16; Tg.2:12)
A Bíblia é o guia seguro, porque, por melhores que sejam os nossos propósitos, pensamentos e intenções, eles podem com certeza nos enganar e fazer com que enganemos aos outros.
Jesus nos tornou rios de água viva. Ele é a Fonte. Estamos mesmo sendo Rios de água viva a dessedentar os que estão sedentos da Água da Fonte?
7 - Conclusão da Lição
1 - É mais fácil defender detalhes de tradições do ser fiel a Deus?
2 - Quais bênção e desafios existem nas tradições religiosas?
3 - Como responder a uma revelação, sonho ou visão que diverge da Bíblia?
4 - De que forma a cultura em que se vive influencia nas crenças?
Pois bem; "As Santas Escrituras [A Bíblia] devem ser aceitas como... a pedra de toque da experiência religiosa." Toda tradição, cultura e experiência, devem ser provadas pela Palavra de Deus. (Isa.8:20; O Grande Conflito pág.9)
Tudo que Deus falou é Lei.
Apelo: Não desprezemos a Tradição, a Experiência, a Cultura, a Razão e muito menos a Bíblia, mas jamais nos esqueçamos: A Palavra de Deus permanece para sempre. (Isa.40:8=Mt.24:35)
Um abençoado e feliz Sábado e ótimo fim de semana para você e família. (Robin Silva)
Se desejar um estudo mais avançado entre no Link:
sexta-feira, 17 de abril de 2020
Lição 03 - Como Interpretar as Escrituras - A Visão de Jesus e dos Apóstolos acerca da Bíblia - Resenha de Robson Silva
Lição 03 - Como Interpretar as Escrituras
"A Visão de Jesus e dos Apóstolos acerca da Bíblia"
Resenha de Robson Silva
Memorizar Mateus 4:4 "Jesus, porém, respondeu; Não só de pão viverá o homem, mas de TODA palavra que procede da boca de Deus."
Suporte contextual da Lição: "Mat.4:1-11; 22:37-40; Luc.4:25-27; 24:13-35,44,45; e At.4:24-26;"
O verso para memorizar é claro, quanto a nos reportar à queda de nossos primeiros pais no Éden, no que nos diz respeito à condescendência com o apetite.
Tivessem eles resistido a Serpente quanto à sua oferta do alimento restringido por Deus, e não haveria queda.
A questão em jogo não era simplesmente o que comer ou não comer, [aliás, o que não faltava era alimento no Jardim do Éden] mas a obediência dos adoradores à Palavra de Deus ou às palavras de Satanás.
A primeira resposta de Jesus à Satanás na primeira prova, demonstra que onde Adão e Eva caíram, Jesus venceu, iniciando assim Seu Ministério após ser ungido pelo batismo no Jordão.
Qual é o apelo para nós hoje? Não sejamos condescendentes com nosso apetite em nenhum de seus aspectos. Até mesmo com tudo que é definido e permitido na Palavra de Deus Ele nos chama a ser sóbrios.
1 - A visão de Jesus e dos apóstolos acerca da Bíblia.
Jesus e os Apóstolos compreendiam e aceitavam o Antigo Testamento, como sendo a Bíblia.
Vivemos exatamente uma época complicada, tão complicada como no tempo de Jesus: Há hoje, assim como naquela época, uma visão obscurecida sobre o verdadeiro significado das Escrituras.
Satanás e seus agentes invisíveis e visíveis souberam e sabem distorcer a verdade real da Criação e impor o evolucionismo e suas probabilidades com questionamentos que tripudiam os princípios régios das Sagradas Escrituras.
Jesus e os Apóstolos consideravam a Bíblia - A Bíblia não deveria ser vista como ideias ou filosofias humanas, pois Jesus ensinou que as Escrituras Hebraicas são a autoridade final (João 10:35)
Para os Apóstolos as Escrituras são:
a - A vontade Divina na linguagem humana. (Hebr.11:1; Amós 3:1-2)
b - A Luz Divina que desfaz as trevas dos homens. (2Ped.1:19)
c - Profecias Divinas por intermédio dos homens. (2Ped.1:21)
d - Regras Divinas para a vida prática do homem. (Tiago 2:8-22)
2 - A expressão "ESTÁ ESCRITO"
Para cada uma das tentações Jesus usou o texto bíblico apropriado como resposta irrefutável para Satanás.
Devemos agir como Jesus e usarmos a Bíblia sempre como resposta sobre nossas convicções de fé.
Submetermos fielmente à Palavra de Deus como muitos que por ela morreram ou permaneceram firmes pela Palavra. (João Huss; Policarpo; Jerônimo; Lutero e outros muitos)
Enquanto muitos foram chamados a morrer pela Palavra, Lutero foi chamado a viver pela Palavra.
Qual o apelo para nós hoje? Submetamo-nos às Escrituras Sagradas, nossa única segurança.
Diante do "deserto" no qual nos encontramos agora, como temos resistido às tentações?
A Palavra de Deus tem sido útil, ou temos enfrentado as situações sozinhos?
Afinal, de qual pão temos nos alimentado, do de "pedras" sugerido pelo Diabo, ou do Pão Vivo da Palavra de Deus? (Contrastar Mat.4:3 com João 6:41,48)
"Está Escrito": Para as três distintas tentações Jesus respondeu a mesma coisa:
a - No apetite - A Palavra é melhor do que o perecível pão terreno. (Mat.4:4; Luc.4:4=Deuter. 8:3;
b - Nas glórias do mundo - A Palavra garante o Reino futuro. Luc.4:5-8; 1Ped.3:13=Deut.6:13)
c - Na presunção - A Palavra não confunde. Luc.4:9-12; 1Cor.14:33 =Deut.6:16)
Enfim, a Bíblia foi o único método que Jesus usou em Sua defesa contra os ataques do adversário e seus agentes, e deve ser também nossa única regra de Fé e prática contra os mesmos inimigos.
3 - Jesus e a Lei [Antigo Testamento]
O que significa cumprir a Lei?
Por que milhares de cristãos alegam e ensinam que Jesus revogou [ab-rogou] a Lei?
A resposta é muito simples: Usam textos fora do contexto, e assim constroem pretextos para descumprirem e ensinarem o descumprimento da Lei que eles mesmos alegam advogar. [Até cantam. [...] Sua Lei observar, oh que gozo que bênção que paz...]
Jesus é a perfeita e harmônica personificação da relação inextinguível entre a Lei e a Graça, entre a Lei e a Fé no Evangelho. (Rom.3:31)
Jesus, ao ser crucificado, pelo fato de não poder revogar a Lei, cumpriu-a com a morte (Isa.53:10) pela transgressão da Lei em nosso lugar. "Isto é cumprir a Lei." "Isto é AMOR!"
Quando Isaías aponta: À Lei e ao testemunho (8:20) o que ele revela sobre a Lei?
Resposta: Uma forma didática de dizer que diante de tudo que é falso devemos recorrer à Lei de Deus e à Palavra [testemunho] dos profetas.
O contexto pode claramente ser discernido entre os verso 16 a 19 deste mesmo capítulo, visto à péssima condição espiritual dos Israelitas contra a Lei de Deus, e assediados pelos Assírios.
Ao Jesus sintetizar a Lei em dois mandamentos: Amar a Deus e ao próximo, não estava revogando mandamento algum.
A síntese perfeita de um composto não pode retirar do composto substância alguma que nele contenha, caso contrário invalidará seus princípios ativos e efeitos.
Exemplo: Cada um dos dez mandamentos são parte do todo (Tiago 2:10-12) que operam o grande amor de Deus na proteção da Família humana.
Dá prá imaginar o mundo, ou o Universo sem as Leis Naturais de Deus, e essencialmente os princípios morais e espirituais exarados nos Dez Mandamentos?
Os quatro [4] primeiros representam nossa relação vertical de Amor a Deus sobre todas as coisas, e os demais seis [6] representam nossa relação horizontal no compartilharmos o mesmo Amor recebido de Deus com nossos semelhantes, o que em síntese é a verdadeira prova prática de nossa afirmação que amamos a Deus.
Jesus derrubou, quebrou exatamente de forma sábia Seus patrícios fariseus, escribas e sacerdotes, os donos da Igreja de Sua época, condenando-os com os princípios da mesma Lei que eles faziam questão de deturpar, mas usando o falso álibi de que a estavam defendendo. [Hipócritas foi a tônica de Jesus]
Em suma: Jesus não veio revogar a Lei (A.T.) mas cumprir."
Em Mat.5:17, o verbo "plêroô" refere-se a encher volume ou preencher o tempo. (Mac.1:15) Jesus preencheu o abismo que havia entre o homem e Deus, fincando a estaca da Graça no centro do reino do pecado, e dividiu o Tempo e História em a.C e d.C.
O que era a nossa vida a.C e, o que é agora d.C?
Jesus em Seus ensinos dedica-Se em:
a - Engrandecer a Lei. (Isa.42:21a)
b - Tornar gloriosa a Lei. (Isa.42:21b)
c - Explicar o que não é a Lei. (Mat.5:21,27,33,38,43)
d - Explicar o que é a Lei. (Mat.5:22.28,34,39,44)
E, em sendo assim, Jesus anula sim, a Interpretação [hermenêutica] rabínica "(o que foi dito)" explicando sobre a natureza, extensão e validade do Antigo Testamento.
Fiquemos atentos! Todas as vezes que tivermos que esbarrar com os Escribas, Fariseus, Sacerdotes e Doutores de nosso tempo, busquemos agir como Jesus agiu.
Usemos os próprios argumentos deles para quebrarmos o que deve ser quebrado, e estabelecermos a Bíblia como um TODO indivisível e inseparável.
Jesus arrostou para Si o ódio dos Líderes da Igreja, mas jamais recuou o manter-Se firme na verdade das Escrituras.
Qual é nosso papel agora, quando a Obra Missionária avança a cada dia a passos rápidos para seu término?
A Obra será terminada, não importa quantos desistam, pois no lugar dos desistentes ou negligentes Jesus colocará outros.
Importa agora que não desistamos. É só um pouco mais!
4 - Jesus e TODAS as Escrituras
Seja o falar de vocês, "sim, sim e não, não." (Mat.5:37) Ou acolhemos a Bíblia TODA ou de nada nos aproveitarão os recursos escusos tirados dela para ajustarem aos nossos próprios interesses.
Somos testemunhas de que Jesus nunca omitiu parte alguma das Sagradas Escrituras para Se beneficiar usando a didática perniciosa do "engano" aos Seus ouvintes, como vemos hoje fazerem os falsos profetas.
A Bíblia, ao se referir aos Falsos Profetas, não está se referindo à conduta dos ateus e dos céticos, mas exatamente de todos os "cristãos," que abrem Sua Palavra, e em nome Dele a usam fora de contexto enganado as massas. À esses Ele diz: Não conheço vocês! (Mat.7:21-23 e Lc.13:25-27)
Jesus leu, explicou, aplicou e fez o apelo aos que a Ele deram crédito.
Jesus sempre estava pronto para ouvir as palavras que saem da boca de Deus, e batia de frente contra Seus opositores, [Líderes da Igreja] e os reprovava face a face o ensino das vãs tradições humanas que tais Líderes impunham aos seus liderados. (Isa.29:13=Mat.15:8,9)
A boa exegese depende de uma boa Teologia sistemática, e os que estão seguindo os falsos mestres não estão preparados para a Segunda Volta Gloriosa de Jesus.
É por falta de estudo contextualizado do TODO que maioria dos cristãos negam verdades que suas superficiais leituras não lhes podem revelar. (Isa.6:9,10=Mat.13:14,15; Mrc.4:12; Luc.810; João 12:40; At.28:26,27)
Após Sua Ressurreição. Jesus usou as Escrituras do V.T para explicar o propósito de Seu Ministério em três ocasiões:
a - No caminho de Emaús: (Todas as Escrituras): De Moisés aos Profetas. (Luc.24:27)
b - Em Jerusalém: (Todas as Escrituras): Lei, Profetas e Salmos. (Luc.24:44,45)
c - Na Galiléia: (Todas as Escrituras): Todas coisas ensinadas. (Mat.28:18-20)
Como podemos ver "nas Escrituras," Jesus usou TODAS as Escrituras Sagradas; [A Bíblia de Seu tempo, o V.T] Exatamente o contrário dos Líderes da Igreja farisaica que apelavam pelas Tradições humanas.
O apelo aqui é: Devemos ter o cuidado de pedir discernimento a Deus pela Palavra, para rejeitarmos os fariseus modernos que de alguma forma agem como os originais Líderes da Igreja que acabou por condenar Jesus.
5 - Jesus e a origem e história da Bíblia
Jesus considerava a leitura da Bíblia de Seu tempo como leitura literal para tudo que não era necessário decifrar por símbolos.
Como verdades históricas; a visão de Jesus estava sempre fundamentada nas Sagradas Escrituras.
Jesus não era iludido com "histórias" que não lhe traziam edificação para enfrentar o propósito para o qual Seu Pai O Enviou. (João 3:17)
Para qual propósito nós estamos construindo a História de nossos filhos neste mundo de agora?
Por que milhares de famílias não ensinam as Histórias Bíblicas para as crianças, revelando-as os pontos altos e baixos de cada figurante e as lições a serem aprendidas?
Certamente que a falta desta educação possa ser uma das causas de tanto sofrimento dos pais de agora com os filhos que nada desejam saber sobre Deus e Sua Palavra viva. (2Tim.3:1-5)
Um adulto que foi desde criança criado e educado na Fé do Evangelho, pode até ser engolido pelas vãs fábulas deste tempo de trevas, mas jamais perderá da memória o que de Deus e das Escrituras foi aprendido na tenra idade sob a mão da mãe educadora do Lar e aprendiz do Grande Mestre Jesus. (Dt.6:1-9; Pv.22:6)
Deus revela os atos da criação em seu todo, a partir dos escritos bíblicos formando a verdadeira história, e cada História da Bíblia tem o desígnio de educar as famílias da Terra com as lições que as animem na jornada rumo ao retorno à verdadeira origem.
Estamos chegando ao final de nossa triste odisseia na Terra, e os últimos dias de nossa História estão diante de nós!
O apelo aqui é: Recusemos as fábulas dos homens maus, dos falsos mestres e nos firmemos na realidade Daquele que mudou e dividiu a história, Daquele que defendeu e continua a defender a historicidade das Sagradas Escrituras. (1Tim.4:7)
Em suma: Jesus e a origem e a história da Bíblia
Enredo, personagens, ponto de vista do narrador e o propósito de Deus em salvar são vistos nas narrativas históricas do Antigo Testamento.
a - Pessoas reais com acertos e erros. (Gên.2:24; 2Sam.7-12; Mat.19:5; Hebr.11)
b - Lugares reais com detalhes geográficos. (Gên.37:1,2)
c - Eventos reais com desdobramentos históricos. (Gên.3; Js.14; Hab.1:6;)
6 - Os Apóstolos e a Bíblia
Nenhum dos escritores do N.T. duvidou da autoridade, autenticidade, historicidade, profecias ou de qualquer outro ensinamento da Bíblia.
Há um paralelo evidente entre a decepção dos discípulos de Jesus com Sua morte e a decepção dos pioneiros do Movimento do Adventismo com relação à compreensão geo espiritual do evento de 1844.
Os Apóstolos tinham a Bíblia como autoridade suprema e segura, e citavam-na como sendo a Palavra de Deus, revelação Divina.
Eles seguiram o mesmo princípio de Jesus quanto à interpretação das Escrituras, isto é, deixando que as Escrituras interpretassem a Si mesmas. (Isa.28:10; 1Cor.2:13;)
Os escritores do N.T, confiavam uniformemente nas Escrituras do A.T. e, é por isto, que cremos que nos escritos do A.T. repousa todo o fundamento e escritura do N.T. como verdade Divina irrefutável.
Numa pesquisa acurada e isenta de preconceito podemos notificar com poucas variações de versões que existem aproximadamente 2.688 referências específicas do V.T. nas escrituras do N.T.
Aqui alguns exemplos: (220 em Êxodo; 400 em Isaías; 370 em Salmos; e mais 1698 distribuídas entre os demais autores.) [Infelizmente, então, quem se atreve descaracterizar o V.T. em termos de Hermenêutica da Bíblia no N.T, está a desviar seus adeptos da verdade.]
Posta esta verdade, ninguém está autorizado a anular nada da escritura do V.T. na interpretação do N.T. sob o mero pretexto de que vivemos na "Dispensação da Graça." (Por favor! Confira de novo 2Tim.3:16,17)
Graça em desarmonia com o Velho Testamento não é Graça, é uma verdadeira e plena Desgraça.
O Apóstolos e a Bíblia
Os escritores do N.T. usavam as Escrituras Hebraicas de diferentes modos, confirmando-as como fonte de doutrinas, ética, e cumprimento profético:
a - Explicaram as citações do Antigo Testamento. (Mat.5; Gal.3:6-14;)
b - Atribuíram a Deus as palavras dos escritos do Antigo Testamento. (Ato.13:32-36)
c - Creditaram com o "Está Escrito" o Antigo Testamento. (Mar.1:2; Rom.3:4)
d - Confirmaram o cumprimento profético do Antigo Testamento. (Luc.4:21; Ato.2:16)
Os Profetas e Apóstolos verdadeiros exigem um claro "Assim diz O Senhor," e o N.T. usa a expressão "Está Escrito" como similar, sempre que necessário aludir à uma referência trazida do V.T. (Mat.2;5; Mar.1:2; Luc.2:23; Rom.8:36; 1Cor.1:19; Gál.4:27; e 1Ped.1:16)
7 - Conclusão e Síntese da Lição "A visão de Jesus e dos Apóstolos acerca da Bíblia
O Espírito Santo conduziu a Igreja no primeiro século de tal forma que os próprios Apóstolos já compreendiam que Seus ensinos faziam parte do cânon das Escrituras formando o Novo Testamento.
Algumas evidências são:
a - Havia o crivo da Igreja na aceitação dos escritos inspirados. (At.15)
b - Lucas diz que seus livros são os ensinos (Escrituras) de Jesus. (At.1:3)
c - Paulo cita o evangelho de Lucas como Escritura. (Lc.10:7; 1Tim.5:18)
d - Pedro reconhece as epístolas (cartas) de Paulo como Escritura. (2Ped.3:16)
e - As Igrejas deveriam receber o Apocalipse como Escritura. (Ap.1:3)
f - Jesus venceu as tentações com um "Está Escrito!" isto implica que Satanás só pode ser vencido com a Palavra de Deus.
g - Jesus Se relacionou harmoniosamente com a Lei de Deus e todo pentateuco, e nada deles retirou, ou aboliu, e ainda ampliou o sentido.
h - Jesus pautou em Sua vida o testemunho e a importância das Escrituras Sagradas. "TODAS" as Escrituras."
i - Jesus deixou claro para todos de Sua época, que as declarações da Bíblia são sinônimo das declarações do próprio Deus.
j - Jesus apontou a origem da Bíblia como procedente do Trono de Deus.
k - Os primeiros discípulos de Jesus tinham e usavam o Velho Testamento como Palavra de autoridade Divina.
l - Todos os demais escritores do Novo Testamento confiavam no Antigo Testamento como sendo a Palavra Divina revelada por Deus.
Importante refletirmos: "Os homens se consideram mais sábios do que a Palavra de Deus, mais sábios até que o próprio Deus; e, em vez de firmar seus pés no fundamento inabalável, e pôr tudo à prova da Palavra do Senhor, eles provam essa Palavra por suas próprias ideias de ciência e natureza, e, se essa Palavra não concorda com suas ideias científicas, ela então, é descartada como indigna de crédito.." (Revista Sinais dos Tempos, 27/03/1884, pág.01.)
"Deus deu a Seu Povo as palavras da verdade, e todos são convidados a desempenhar uma parte em torná-las conhecidas ao mundo. Não há santificação à parte da verdade - a Palavra. Quão essencial, portanto, que ela seja compreendida por todos!" (Fundamentos da Educação Cristã, pág.432.)
Um feliz e abençoado Sábado para você e seus caros, e ótimo início de semana. (Robin Silva)
"A Visão de Jesus e dos Apóstolos acerca da Bíblia"
Resenha de Robson Silva
Memorizar Mateus 4:4 "Jesus, porém, respondeu; Não só de pão viverá o homem, mas de TODA palavra que procede da boca de Deus."
Suporte contextual da Lição: "Mat.4:1-11; 22:37-40; Luc.4:25-27; 24:13-35,44,45; e At.4:24-26;"
O verso para memorizar é claro, quanto a nos reportar à queda de nossos primeiros pais no Éden, no que nos diz respeito à condescendência com o apetite.
Tivessem eles resistido a Serpente quanto à sua oferta do alimento restringido por Deus, e não haveria queda.
A questão em jogo não era simplesmente o que comer ou não comer, [aliás, o que não faltava era alimento no Jardim do Éden] mas a obediência dos adoradores à Palavra de Deus ou às palavras de Satanás.
A primeira resposta de Jesus à Satanás na primeira prova, demonstra que onde Adão e Eva caíram, Jesus venceu, iniciando assim Seu Ministério após ser ungido pelo batismo no Jordão.
Qual é o apelo para nós hoje? Não sejamos condescendentes com nosso apetite em nenhum de seus aspectos. Até mesmo com tudo que é definido e permitido na Palavra de Deus Ele nos chama a ser sóbrios.
1 - A visão de Jesus e dos apóstolos acerca da Bíblia.
Jesus e os Apóstolos compreendiam e aceitavam o Antigo Testamento, como sendo a Bíblia.
Vivemos exatamente uma época complicada, tão complicada como no tempo de Jesus: Há hoje, assim como naquela época, uma visão obscurecida sobre o verdadeiro significado das Escrituras.
Satanás e seus agentes invisíveis e visíveis souberam e sabem distorcer a verdade real da Criação e impor o evolucionismo e suas probabilidades com questionamentos que tripudiam os princípios régios das Sagradas Escrituras.
Jesus e os Apóstolos consideravam a Bíblia - A Bíblia não deveria ser vista como ideias ou filosofias humanas, pois Jesus ensinou que as Escrituras Hebraicas são a autoridade final (João 10:35)
Para os Apóstolos as Escrituras são:
a - A vontade Divina na linguagem humana. (Hebr.11:1; Amós 3:1-2)
b - A Luz Divina que desfaz as trevas dos homens. (2Ped.1:19)
c - Profecias Divinas por intermédio dos homens. (2Ped.1:21)
d - Regras Divinas para a vida prática do homem. (Tiago 2:8-22)
2 - A expressão "ESTÁ ESCRITO"
Para cada uma das tentações Jesus usou o texto bíblico apropriado como resposta irrefutável para Satanás.
Devemos agir como Jesus e usarmos a Bíblia sempre como resposta sobre nossas convicções de fé.
Submetermos fielmente à Palavra de Deus como muitos que por ela morreram ou permaneceram firmes pela Palavra. (João Huss; Policarpo; Jerônimo; Lutero e outros muitos)
Enquanto muitos foram chamados a morrer pela Palavra, Lutero foi chamado a viver pela Palavra.
Qual o apelo para nós hoje? Submetamo-nos às Escrituras Sagradas, nossa única segurança.
Diante do "deserto" no qual nos encontramos agora, como temos resistido às tentações?
A Palavra de Deus tem sido útil, ou temos enfrentado as situações sozinhos?
Afinal, de qual pão temos nos alimentado, do de "pedras" sugerido pelo Diabo, ou do Pão Vivo da Palavra de Deus? (Contrastar Mat.4:3 com João 6:41,48)
"Está Escrito": Para as três distintas tentações Jesus respondeu a mesma coisa:
a - No apetite - A Palavra é melhor do que o perecível pão terreno. (Mat.4:4; Luc.4:4=Deuter. 8:3;
b - Nas glórias do mundo - A Palavra garante o Reino futuro. Luc.4:5-8; 1Ped.3:13=Deut.6:13)
c - Na presunção - A Palavra não confunde. Luc.4:9-12; 1Cor.14:33 =Deut.6:16)
Enfim, a Bíblia foi o único método que Jesus usou em Sua defesa contra os ataques do adversário e seus agentes, e deve ser também nossa única regra de Fé e prática contra os mesmos inimigos.
3 - Jesus e a Lei [Antigo Testamento]
O que significa cumprir a Lei?
Por que milhares de cristãos alegam e ensinam que Jesus revogou [ab-rogou] a Lei?
A resposta é muito simples: Usam textos fora do contexto, e assim constroem pretextos para descumprirem e ensinarem o descumprimento da Lei que eles mesmos alegam advogar. [Até cantam. [...] Sua Lei observar, oh que gozo que bênção que paz...]
Jesus é a perfeita e harmônica personificação da relação inextinguível entre a Lei e a Graça, entre a Lei e a Fé no Evangelho. (Rom.3:31)
Jesus, ao ser crucificado, pelo fato de não poder revogar a Lei, cumpriu-a com a morte (Isa.53:10) pela transgressão da Lei em nosso lugar. "Isto é cumprir a Lei." "Isto é AMOR!"
Quando Isaías aponta: À Lei e ao testemunho (8:20) o que ele revela sobre a Lei?
Resposta: Uma forma didática de dizer que diante de tudo que é falso devemos recorrer à Lei de Deus e à Palavra [testemunho] dos profetas.
O contexto pode claramente ser discernido entre os verso 16 a 19 deste mesmo capítulo, visto à péssima condição espiritual dos Israelitas contra a Lei de Deus, e assediados pelos Assírios.
Ao Jesus sintetizar a Lei em dois mandamentos: Amar a Deus e ao próximo, não estava revogando mandamento algum.
A síntese perfeita de um composto não pode retirar do composto substância alguma que nele contenha, caso contrário invalidará seus princípios ativos e efeitos.
Exemplo: Cada um dos dez mandamentos são parte do todo (Tiago 2:10-12) que operam o grande amor de Deus na proteção da Família humana.
Dá prá imaginar o mundo, ou o Universo sem as Leis Naturais de Deus, e essencialmente os princípios morais e espirituais exarados nos Dez Mandamentos?
Os quatro [4] primeiros representam nossa relação vertical de Amor a Deus sobre todas as coisas, e os demais seis [6] representam nossa relação horizontal no compartilharmos o mesmo Amor recebido de Deus com nossos semelhantes, o que em síntese é a verdadeira prova prática de nossa afirmação que amamos a Deus.
Jesus derrubou, quebrou exatamente de forma sábia Seus patrícios fariseus, escribas e sacerdotes, os donos da Igreja de Sua época, condenando-os com os princípios da mesma Lei que eles faziam questão de deturpar, mas usando o falso álibi de que a estavam defendendo. [Hipócritas foi a tônica de Jesus]
Em suma: Jesus não veio revogar a Lei (A.T.) mas cumprir."
Em Mat.5:17, o verbo "plêroô" refere-se a encher volume ou preencher o tempo. (Mac.1:15) Jesus preencheu o abismo que havia entre o homem e Deus, fincando a estaca da Graça no centro do reino do pecado, e dividiu o Tempo e História em a.C e d.C.
O que era a nossa vida a.C e, o que é agora d.C?
Jesus em Seus ensinos dedica-Se em:
a - Engrandecer a Lei. (Isa.42:21a)
b - Tornar gloriosa a Lei. (Isa.42:21b)
c - Explicar o que não é a Lei. (Mat.5:21,27,33,38,43)
d - Explicar o que é a Lei. (Mat.5:22.28,34,39,44)
E, em sendo assim, Jesus anula sim, a Interpretação [hermenêutica] rabínica "(o que foi dito)" explicando sobre a natureza, extensão e validade do Antigo Testamento.
Fiquemos atentos! Todas as vezes que tivermos que esbarrar com os Escribas, Fariseus, Sacerdotes e Doutores de nosso tempo, busquemos agir como Jesus agiu.
Usemos os próprios argumentos deles para quebrarmos o que deve ser quebrado, e estabelecermos a Bíblia como um TODO indivisível e inseparável.
Jesus arrostou para Si o ódio dos Líderes da Igreja, mas jamais recuou o manter-Se firme na verdade das Escrituras.
Qual é nosso papel agora, quando a Obra Missionária avança a cada dia a passos rápidos para seu término?
A Obra será terminada, não importa quantos desistam, pois no lugar dos desistentes ou negligentes Jesus colocará outros.
Importa agora que não desistamos. É só um pouco mais!
4 - Jesus e TODAS as Escrituras
Seja o falar de vocês, "sim, sim e não, não." (Mat.5:37) Ou acolhemos a Bíblia TODA ou de nada nos aproveitarão os recursos escusos tirados dela para ajustarem aos nossos próprios interesses.
Somos testemunhas de que Jesus nunca omitiu parte alguma das Sagradas Escrituras para Se beneficiar usando a didática perniciosa do "engano" aos Seus ouvintes, como vemos hoje fazerem os falsos profetas.
A Bíblia, ao se referir aos Falsos Profetas, não está se referindo à conduta dos ateus e dos céticos, mas exatamente de todos os "cristãos," que abrem Sua Palavra, e em nome Dele a usam fora de contexto enganado as massas. À esses Ele diz: Não conheço vocês! (Mat.7:21-23 e Lc.13:25-27)
Jesus leu, explicou, aplicou e fez o apelo aos que a Ele deram crédito.
Jesus sempre estava pronto para ouvir as palavras que saem da boca de Deus, e batia de frente contra Seus opositores, [Líderes da Igreja] e os reprovava face a face o ensino das vãs tradições humanas que tais Líderes impunham aos seus liderados. (Isa.29:13=Mat.15:8,9)
A boa exegese depende de uma boa Teologia sistemática, e os que estão seguindo os falsos mestres não estão preparados para a Segunda Volta Gloriosa de Jesus.
É por falta de estudo contextualizado do TODO que maioria dos cristãos negam verdades que suas superficiais leituras não lhes podem revelar. (Isa.6:9,10=Mat.13:14,15; Mrc.4:12; Luc.810; João 12:40; At.28:26,27)
Após Sua Ressurreição. Jesus usou as Escrituras do V.T para explicar o propósito de Seu Ministério em três ocasiões:
a - No caminho de Emaús: (Todas as Escrituras): De Moisés aos Profetas. (Luc.24:27)
b - Em Jerusalém: (Todas as Escrituras): Lei, Profetas e Salmos. (Luc.24:44,45)
c - Na Galiléia: (Todas as Escrituras): Todas coisas ensinadas. (Mat.28:18-20)
Como podemos ver "nas Escrituras," Jesus usou TODAS as Escrituras Sagradas; [A Bíblia de Seu tempo, o V.T] Exatamente o contrário dos Líderes da Igreja farisaica que apelavam pelas Tradições humanas.
O apelo aqui é: Devemos ter o cuidado de pedir discernimento a Deus pela Palavra, para rejeitarmos os fariseus modernos que de alguma forma agem como os originais Líderes da Igreja que acabou por condenar Jesus.
5 - Jesus e a origem e história da Bíblia
Jesus considerava a leitura da Bíblia de Seu tempo como leitura literal para tudo que não era necessário decifrar por símbolos.
Como verdades históricas; a visão de Jesus estava sempre fundamentada nas Sagradas Escrituras.
Jesus não era iludido com "histórias" que não lhe traziam edificação para enfrentar o propósito para o qual Seu Pai O Enviou. (João 3:17)
Para qual propósito nós estamos construindo a História de nossos filhos neste mundo de agora?
Por que milhares de famílias não ensinam as Histórias Bíblicas para as crianças, revelando-as os pontos altos e baixos de cada figurante e as lições a serem aprendidas?
Certamente que a falta desta educação possa ser uma das causas de tanto sofrimento dos pais de agora com os filhos que nada desejam saber sobre Deus e Sua Palavra viva. (2Tim.3:1-5)
Um adulto que foi desde criança criado e educado na Fé do Evangelho, pode até ser engolido pelas vãs fábulas deste tempo de trevas, mas jamais perderá da memória o que de Deus e das Escrituras foi aprendido na tenra idade sob a mão da mãe educadora do Lar e aprendiz do Grande Mestre Jesus. (Dt.6:1-9; Pv.22:6)
Deus revela os atos da criação em seu todo, a partir dos escritos bíblicos formando a verdadeira história, e cada História da Bíblia tem o desígnio de educar as famílias da Terra com as lições que as animem na jornada rumo ao retorno à verdadeira origem.
Estamos chegando ao final de nossa triste odisseia na Terra, e os últimos dias de nossa História estão diante de nós!
O apelo aqui é: Recusemos as fábulas dos homens maus, dos falsos mestres e nos firmemos na realidade Daquele que mudou e dividiu a história, Daquele que defendeu e continua a defender a historicidade das Sagradas Escrituras. (1Tim.4:7)
Em suma: Jesus e a origem e a história da Bíblia
Enredo, personagens, ponto de vista do narrador e o propósito de Deus em salvar são vistos nas narrativas históricas do Antigo Testamento.
a - Pessoas reais com acertos e erros. (Gên.2:24; 2Sam.7-12; Mat.19:5; Hebr.11)
b - Lugares reais com detalhes geográficos. (Gên.37:1,2)
c - Eventos reais com desdobramentos históricos. (Gên.3; Js.14; Hab.1:6;)
6 - Os Apóstolos e a Bíblia
Nenhum dos escritores do N.T. duvidou da autoridade, autenticidade, historicidade, profecias ou de qualquer outro ensinamento da Bíblia.
Há um paralelo evidente entre a decepção dos discípulos de Jesus com Sua morte e a decepção dos pioneiros do Movimento do Adventismo com relação à compreensão geo espiritual do evento de 1844.
Os Apóstolos tinham a Bíblia como autoridade suprema e segura, e citavam-na como sendo a Palavra de Deus, revelação Divina.
Eles seguiram o mesmo princípio de Jesus quanto à interpretação das Escrituras, isto é, deixando que as Escrituras interpretassem a Si mesmas. (Isa.28:10; 1Cor.2:13;)
Os escritores do N.T, confiavam uniformemente nas Escrituras do A.T. e, é por isto, que cremos que nos escritos do A.T. repousa todo o fundamento e escritura do N.T. como verdade Divina irrefutável.
Numa pesquisa acurada e isenta de preconceito podemos notificar com poucas variações de versões que existem aproximadamente 2.688 referências específicas do V.T. nas escrituras do N.T.
Aqui alguns exemplos: (220 em Êxodo; 400 em Isaías; 370 em Salmos; e mais 1698 distribuídas entre os demais autores.) [Infelizmente, então, quem se atreve descaracterizar o V.T. em termos de Hermenêutica da Bíblia no N.T, está a desviar seus adeptos da verdade.]
Posta esta verdade, ninguém está autorizado a anular nada da escritura do V.T. na interpretação do N.T. sob o mero pretexto de que vivemos na "Dispensação da Graça." (Por favor! Confira de novo 2Tim.3:16,17)
Graça em desarmonia com o Velho Testamento não é Graça, é uma verdadeira e plena Desgraça.
O Apóstolos e a Bíblia
Os escritores do N.T. usavam as Escrituras Hebraicas de diferentes modos, confirmando-as como fonte de doutrinas, ética, e cumprimento profético:
a - Explicaram as citações do Antigo Testamento. (Mat.5; Gal.3:6-14;)
b - Atribuíram a Deus as palavras dos escritos do Antigo Testamento. (Ato.13:32-36)
c - Creditaram com o "Está Escrito" o Antigo Testamento. (Mar.1:2; Rom.3:4)
d - Confirmaram o cumprimento profético do Antigo Testamento. (Luc.4:21; Ato.2:16)
Os Profetas e Apóstolos verdadeiros exigem um claro "Assim diz O Senhor," e o N.T. usa a expressão "Está Escrito" como similar, sempre que necessário aludir à uma referência trazida do V.T. (Mat.2;5; Mar.1:2; Luc.2:23; Rom.8:36; 1Cor.1:19; Gál.4:27; e 1Ped.1:16)
7 - Conclusão e Síntese da Lição "A visão de Jesus e dos Apóstolos acerca da Bíblia
O Espírito Santo conduziu a Igreja no primeiro século de tal forma que os próprios Apóstolos já compreendiam que Seus ensinos faziam parte do cânon das Escrituras formando o Novo Testamento.
Algumas evidências são:
a - Havia o crivo da Igreja na aceitação dos escritos inspirados. (At.15)
b - Lucas diz que seus livros são os ensinos (Escrituras) de Jesus. (At.1:3)
c - Paulo cita o evangelho de Lucas como Escritura. (Lc.10:7; 1Tim.5:18)
d - Pedro reconhece as epístolas (cartas) de Paulo como Escritura. (2Ped.3:16)
e - As Igrejas deveriam receber o Apocalipse como Escritura. (Ap.1:3)
f - Jesus venceu as tentações com um "Está Escrito!" isto implica que Satanás só pode ser vencido com a Palavra de Deus.
g - Jesus Se relacionou harmoniosamente com a Lei de Deus e todo pentateuco, e nada deles retirou, ou aboliu, e ainda ampliou o sentido.
h - Jesus pautou em Sua vida o testemunho e a importância das Escrituras Sagradas. "TODAS" as Escrituras."
i - Jesus deixou claro para todos de Sua época, que as declarações da Bíblia são sinônimo das declarações do próprio Deus.
j - Jesus apontou a origem da Bíblia como procedente do Trono de Deus.
k - Os primeiros discípulos de Jesus tinham e usavam o Velho Testamento como Palavra de autoridade Divina.
l - Todos os demais escritores do Novo Testamento confiavam no Antigo Testamento como sendo a Palavra Divina revelada por Deus.
Importante refletirmos: "Os homens se consideram mais sábios do que a Palavra de Deus, mais sábios até que o próprio Deus; e, em vez de firmar seus pés no fundamento inabalável, e pôr tudo à prova da Palavra do Senhor, eles provam essa Palavra por suas próprias ideias de ciência e natureza, e, se essa Palavra não concorda com suas ideias científicas, ela então, é descartada como indigna de crédito.." (Revista Sinais dos Tempos, 27/03/1884, pág.01.)
"Deus deu a Seu Povo as palavras da verdade, e todos são convidados a desempenhar uma parte em torná-las conhecidas ao mundo. Não há santificação à parte da verdade - a Palavra. Quão essencial, portanto, que ela seja compreendida por todos!" (Fundamentos da Educação Cristã, pág.432.)
Um feliz e abençoado Sábado para você e seus caros, e ótimo início de semana. (Robin Silva)
sexta-feira, 10 de abril de 2020
Lição 02 - 2 Trimestre 2020 - Como Interpretar as Escrituras Sagradas - Origem e Natureza da Bíblia - Resenha de Robin Silva
Lição 02 - 2 Trimestre 2020 "Origem e Natureza da Bíblia"
Resenha do Robin Silva
Verso para memorizar: (Leiamos: 1Tes.2:13)
Suporte Bíblico da semana: (Leiamos: Êxo.7:14; Deut.18:18; João 1:14; 2Tim.3:16-17; Hebr.11:3,6 e 2Ped.1:19-21)
1 - Origem e natureza da Bíblia
Para compreendermos a natureza Bíblia devemos abordá-la com fé e não com ceticismo, e a forma como compreendemos sua origem e natureza é que traz significado aos aspectos nela contidos.
As Escrituras são confiáveis conforme (Mat. 24:35)
Sua credibilidade é indiscutível conforme (2Pedro 1:19-21)
Sua autoridade está acima de toda nossa visão sobre o que se deve crer, (Hebr 4:12)
Seus princípios, podem e devem ser aplicados para toda humanidade em qualquer tempo e circunstâncias (2Tim. 3:17,17)
A verdade nua e crua é: Sem fé é impossível agradar a Deus.(Hebr.11:1,6)
Ilustração simples: Por que confiamos por exemplo no piloto de um avião, um motorista de um ônibus, e viajamos dia e noite tranquilos sem mesmo conhecer mais do que os nomes desses condutores, e temos dificuldade de confiar em Deus?
Por que damos crédito a tantas coisas, crendices, e acreditamos em tanta gente, em tantas filosofias, métodos meramente humanos, e temos dificuldade de crermos na segura Palavra Deus?
Existem ideologias e filosofias que têm inundado a mente humana, que exercem maior autoridade sobre nós do que a Santa Palavra de Deus.
A expressão princípios significa tudo que é imutável, ou inalterável.
São os princípios das Sagradas Escrituras o mais régio e seguro método da verdadeira educação, juntamente às declaradas evidências lidas no Livro da Natureza. (Sal.19:1,2 e 24:1,2)
2 - A revelação divina da Bíblia
Em 2Pedro 1:19-21, está a verdadeira origem do conteúdo da Bíblia. Estes versos nos revelam que:
A Bíblia é digna de confiança, isto encontra-se no (verso 19.a)
A Bíblia é uma lâmpada que ilumina e dissipa todo e qualquer traço de trevas que acentua nossa ignorância. (verso 19.b)
A Bíblia brilha como uma estrela no céu obscuro de nossa mente, (verso 19.c)
Ela não veio de interpretação particular da mente humana dos profetas que a escreveram, (verso 20)
As Sagradas Escrituras não surgiram da iniciativa humana, (verso 21)
O que estas afirmações nos revelam?
Deus agiu o tempo todo no processo de REVELAÇÃO, tornando conhecido algo que estava oculto.
A razão plausível para aceitarmos a Bíblia é porque sua origem vem de Deus. (1Tess. 2:13)
3 - O processo de inspiração das Escrituras Sagradas (Bíblia)
Tal processo envolveu sonhos, visões, investigação de documentos, tudo inspirado, guiado e dirigido por Deus, até que ficou totalmente pronto o que Deus achou suficiente para o nosso conhecimento.
Deus é revelado pelas Escrituras, em palavras humanas, dirigidas pelo mesmo Espírito Santo que inspirou a essência do conteúdo.
Vemos na oração de Jabez, que ele compreendia que nós devemos aprender que Deus é Deus, e que Ele dever ser o centro de nossa vida e de nossas mais profundas aspirações. (1Crôn.4:10)
Impressionante, a unidade fundamental vista nas Escrituras Sagradas que acontece, porque o mesmo Espírito Santo inspirou todos os escritores [Ex: Gên.3:14,15 e Apoc.12:17]
Todas as verdades reveladas são inspiradas por Deus, mas são expressas em palavras humanas.
A Bíblia foi inspirada por Deus. (2Tim.3:16)
Não foi ditada palavra por palavra como alguns pensam ou acham. (Deut.18:18)
Também houve pesquisa da história, (Luc.1:1-3)
Teve seus escritos inspirados por pensamentos, (2Ped.1:21)
Uma coisa precisa e deve ser acordada entre os que afirmam crer nas Escrituras Sagradas:
A achologia [Eu acho que é] e a pensologia [Eu peso que é] não devem ter lugar na Hermeneutica Bíblica, e como tais, devem ser refutadas com um "Assim diz O Senhor," ou com um enfático "Está Escrito."
Reiterando: Toda nossa segurança com respeito a tudo que se refere às Escrituras Sagradas deve estar autenticada pelo "Assim diz o Senhor," ou um insofismável "Está Escrito" (Mat.4:7; Êxo.5:1)
Nota: Os famosos "Pais" da Igreja ou a "Tradição" jamais podem ou devem estar acima do veredicto da Bíblia.
4 - A Palavra escrita de Deus
A escrita é, sem dúvida, um ótimo e seguro meio de comunicação, especialmente quando a serviço do bem comum da Humanidade.
No entanto, é preciso cuidar para não produzirmos ou compartilharmos Fakes News escritas, pois além de se constituir pecado, o que é registrado tem maior peso do que as palavras soltas ao vento, as quais os autores podem negar. (Jer.17:9)
Os textos; Êxo.17:14; 24:4; Jos. 24:26; Jer. 30:2; e Apoc. 1:11,19; 21:5; 22:18,19; revelam:
a - Deus proveu as condições para a escrita como um CPD, para consultas quando necessárias. Esta é a razão das expressões: "Está Escrito e Assim diz o Senhor."
b - Todos os altares erigidos ao Deus de Israel, embora suscetíveis a serem destruídos ou esquecidos, são marcos referenciais de tudo que está escrito e revelado nos textos deixados pelos Patriarcas e Profetas citados nas referências acima.
Não há razão alguma, para quem quer que seja, dizer que se esqueceu, posto que o essencial para nossa Salvação está registrado nas Escrituras Sagradas.
Por que Deus ordenou que Sua Palavra revelada fosse escrita?
Deveria ser consultada e lembrada também nas gerações futuras; (Deut.6:6-8) a começar pela educação da família.
A Palavra de Deus deveria durar para sempre; (Sal.119:89; Isa.40:8; Mat.24:35; e 1Ped.1:25)
Para ser um registro inalterável, (Êxo.17:14)
Para ser ensinada em todas as épocas (Esdras 7:10 e 2Tim.3:16)
Para ser lida aos outros, (Apoc.1:11,19)
Para ser acessível a qualquer classe de pessoas; (Sal.119:130)
5 - O paralelo entre Cristo e as Escrituras Sagradas
A Bíblia e Jesus estão à disposição de TODOS em quaisquer tempos, lugares e circunstâncias.
Embora os paralelos entre a Palavra e Jesus sejam feitos em "semelhança," a Bíblia não é Deus.
Em 1Tessalonicenses 2:13, Paulo revela para quem desejar crer a disponibilidade da Bíblia tal qual está revelado em Atos 4:12, escrito por Lucas no sermão de Pedro.
O paralelo entre Cristo e as Escrituras é incrível, isto é, o Verbo de Deus se tornou carne pelo mistério da piedade (1Tim.3:16) e também a Palavra escrita de Deus. (João 1:14)
a - Palavra escrita de Deus e Jesus (2Ped.1:19-21 = Isaías 7:14: Ambos concebidos de forma sobrenatural.
b - Palavra escrita de Deus e Jesus (João 17:17 = João 8:31,32: Ambos representam a verdade.
c - Palavra escrita de Deus e Jesus (Hebr. 4:12 = Col.2:9: Ambos são reais no tempo e espaço.
d - Palavra escrita de Deus e Jesus (1Tes.2:13 = Atos 4:12: Ambos estão disponíveis para TODOS.
Assim como Jesus, a Bíblia é uma união divino-humana singular e inseparável.
6 - Compreendendo a Bíblia pela Fé
Sem a Fé não é possível crer em Deus e nem em Sua Palavra. (Hebr.11:1,6) É preciso crer que Ele recompensa todos os que O buscam.
Se a questão for falta de Sabedoria para alcançar Fé, o Apóstolo Tiago ensina como resolvê-la. (Tiago 1:5,6)
Não há como compreendermos a Bíblia se a abordarmos com ceticismo.
É por isso que no Credo Doutrinário adotado pelos cristãos Adventistas do Sétimo Dia a primeira profissão de fé declara que a Bíblia é:
a - É a Palavra de Deus escrita, (Hebr.4:12)
b - Foi dada por intermédio do Espírito Santo, (2Ped.1:20,21)
c - Contem todo conhecimento necessário para a Salvação, (2Tim.3:15)
d - É a infalível (Sal.19:7) revelação da vontade de Deus (Jo.6:38)
e - Constitui o verdadeiro padrão de caráter, (2Tim.3:16)
f - É a prova de toda experiência cristã, (Jo.2:22)
g - É a reveladora segura e definitiva de doutrinas, (Jo.7:17)
h - É o registro fiel de Deus na História da humanidade, (1Tes.2:13)
A Expressão "sem fé" é impossível agradar a Deus vem de alguém que pela própria experiência deixou tudo e entregou sua vida para agradar somente a Deus. (Fil.4:11,12; 2Tim.4:6,7)
Conhecimento e compreensão só surgem de relacionamentos estáveis de Amor e confiança. Como poderíamos Amar alguém que não conhecemos? (Tiago 4:7,8)
Só amando a Deus e à Sua Santa Palavra podemos aprender e compreender a autoria e o autor da revelação profética.
7 - Conclusão da Lição
"As Sagradas Escrituras, o Antigo e Novo Testamentos, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. Nessa Palavra, Deus transmitiu ao ser humano o conhecimento necessário para a Salvação. As Escrituras Sagradas são a infalível revelação de Sua vontade. Constituem o padrão de caráter, a prova da experiência, o autorizado revelador de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus na História." (Sal.119:105; Prov. 30:5,6; Isa. 8:20; João 17:17; 1Tes.2:13; 2Tim.3:16,17; Hebr.4:12; e 2Ped.1:20,21; Nisto Cremos Ed.2003,pág.14. CPB)
O grande segredo da mensagem da Bíblia é sua origem inspirada pelo Espírito Santo, e, esta é a causa do PODER Criador, Mantenedor, Salvador, Redentor, Transformador e finalmente Restaurador de tudo que se maculou em consequência da controvérsia relatada em Gênesis 2:16,17 e Gênesis 3:3,4 "A Queda."
Sintetizando a Lição "Origem e Natureza da Bíblia"
O Espírito Santo
Sem a influência do Espírito Santo, a Bíblia não teria valor espiritual algum pra a Humanidade.
Sem a influência e Obra pessoal do Espírito Santo por meio da Bíblia, nenhum ser humano seria conduzido à Cristo para ser salvo. (Isa.30:21)
"O Espírito Santo foi prometido pelo nosso Salvador para esclarecer a Palavra a Seus servos, iluminando e aplicando seus ensinos." (Lucas 24:49; João 14:16,17 e Atos 1:8)
a - Ensinará e fará lembrar o que aprendemos. (João 14:26)
b - Ajudará a guardar os mandamentos de Deus. (Ezequiel 36:27)
c - Acompanhará a todos em todos os lugares. (Salmo 139:7-12)
d - Falará por intermédio de nós. (Mateus 10:19,20)
Um feliz e abençoado Sábado para você e sua família. (Robin Silva) 10/04/2020.
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