segunda-feira, 25 de março de 2013

O FIM DA MORTE



 A MORTE TERÁ SEU FINAL

PROFECIAS

Quero refletir com você algumas profecias de Paulo, na carta que escreveu aos cristãos em Corinto e referências.

 “Durante o primeiro século da era cristã, Corinto foi uma das principais cidades, não somente da Grécia, mas do mundo.
Gregos, judeus e romanos, juntamente com viajantes de todas as terras, apinhavam-se nas suas ruas, intensamente entregues às atividades e aos prazeres.
Grande centro comercial, situado com fácil acesso a todas as partes do Império Romano.
Os coríntios (imediatistas) tinham-se tornado notáveis, mesmo entre os pagãos, por sua grosseira imoralidade. “Parecia que sua preocupação, ou cuidado não ia além dos prazeres e passatempos da hora”.
Basta examinar com cuidado os seis primeiros capítulos da 1ª carta de São Paulo a eles, para que nos detenhamos com o crescente desenrolar da má conduta naquele ambiente, inclusive na Igreja.
“A cidade de Corinto, estava situada numa encruzilhada de rotas marítimas. Floresceu nela o flagelo da libertinagem, chegando ao ponto que o próprio nome da cidade se converteu em um sinônimo de sensualidade.
O verbo corintianizar, significava libertinagem desenfreada.
A divindade principal de Corinto era Afrodite, a deusa do amor, apresentada na forma mais sensual que se podia imaginar… mil belas jovens atuavam  como prostitutas públicas diante do altar da deusa do amor. Essas mulheres eram mantidas pela venda do corpo a pessoas estrangeiras que visitavam a cidade”
Para esse tipo de pessoas é que Paulo foi pregar o cristianismo. Sem dúvida, um grande desafio.
Na primeira carta aos Coríntios, capítulo 15:54, escreveu:  “E, quando isto que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”.
Paulo está profetizando a morte da morte. E tudo começa com o maior evento da história: A Segunda Gloriosa Volta do Senhor Jesus Cristo. O verso 52 detalha: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”.
Interessante! O Próprio apóstolo da verdade tinha uma fé inabalável na RESSURREIÇÃO.
Perceba que Paulo está dizendo que algo maravilhoso vai acontecer com os que estão mortos
Segundo a Palavra de Deus os que hoje dormem o sono da morte, voltarão à vida no tempo certo. (São João 5:28 e 29; Isaías 26:19; 1ª Tessalonicenses 4:14 a 17;). 
Segundo a linguagem do apóstolo, será num momento, num piscar de olhos, ou seja, as ações de Deus serão rápidas.
Os que ressuscitarem por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, tornar-se-ão incorruptíveis (libertados da natureza do pecado). Serão transformados em imortais. Nenhum efeito do pecado será mais sentido. Nunca mais existirá qualquer tipo de doença ou enfermidade. (Apocalipse 21:1 a 5).
O segundo grande acontecimento é o prêmio oferecido. Note o que é dito: “… e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (I Coríntios 15:53). Ou seja, imortalidade, viver para sempre. Vida eterna, afinal!
Muitos ensinam por aí que a alma é imortal. A Bíblia diz diferente: todos somos mortais. Ou, todos continuaremos mortais até o recebimento da imortalidade, (quando?) por ocasião da Segunda Vinda de Jesus.
Os que ensinam que o homem é imortal, ou que tem uma alma imortal, estão dizendo que  são portadores de uma "nova revelação". Pois não é o que está escrito quanto a como que Deus fez, e deu vida ao ser humano em Gênesis 2:7.
O que me preocupa é, quem revelou tal coisa?
Quem é que está por traz de tal ensino?
A inspiração dada a Paulo, nós sabemos que foi de Deus, pois este ensino está em harmonia com toda a Bíblia sobre o assunto, mas ensinar que o homem é imortal, ou tem uma alma imortal não tem apoio da Bíblia e entra em conflito com muitos textos das Escrituras. O texto de (Gênesis 2:7) diz claramente que o homem passou a SER uma alma vivente, ou seja, uma pessoa vivente, e não a TER uma alma vivente. (Confira esta expressão em qualquer versão).
E há outro detalhe: Se o homem é imortal, e a alma já está no paraíso ou no inferno, por que haveria necessidade de ressurreição, se a sentença já foi dada na hora da morte?
A Bíblia informa ainda que somente Deus tem a imortalidade. “Aquele que tem, Ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum homem viu nem pode ver: ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (I Timóteo 6:16).
Que grande dia será esse quando a morte, nosso último inimigo (1ª Coríntios 15:26) desaparecerá para sempre! Louvado seja o nome do Senhor!
Isso é um assunto que só Deus pode resolver, pois Ele é imortal. Jesus, inclusive, venceu a morte quando ressuscitou após ser crucificado.  “… Eu sou o primeiro e o ultimo, e aquele que vive, estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1:17-18).
O meu grande sonho é que esta profecia se cumpra em breve. Eu espero viver o dia em que o flagelo da morte não vai mais nos preocupar.
Sim, a morte, um dia, em breve estará na lista das coisas do passado. Nunca mais dor, nunca mais sofrimento, nunca mais remédios, nunca mais separações, nunca mais a morte, nunca mais luto e nem lágrimas. (Apocalipse 21:1 a 5).
E esse prêmio todo é nosso através do altíssimo preço pago por Jesus na cruz do calvário.
Aceite-O como Salvador pessoal e Seu Senhorio em sua vida agora, confesse a Ele seus pecados e receba gratuitamente a garantia da salvação.
...Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas DELE para prosperar... (2º Crônicas 20:20).
Feliz Páscoa a Todos!
Adaptado – Voxdsertum – 25/03/2013.

quinta-feira, 7 de março de 2013

DIA INTERNACIONAL DA MULHER - 08/03/2013



Mulheres!

Parece que foi ontem e já chegou o dia de vocês outra vez!
Que maravilha esta particularidade no calendário anual e internacional.
Vivemos circunstâncias em que vale a pena refletir sobre o dom feminilidade, este dom especial que reside no íntimo de cada verdadeira mulher em seu mais amplo sentido.
Mulher, dom de Deus, aliás creio não ter Deus criado nada que possa ser comparado em qualquer que seja o nível à realidade específica de tudo que está inserido neste ser maravilhoso chamado mulher.


Eu gostaria de compreender os motivos que levam um homem a menosprezar a identidade de uma mulher por mais frágil que ela possa parecer.
É fácil entender a violência, se estudada e refletida sob o prisma do primeiro homicídio praticado ainda quando o ser humano estava gozando de plenas faculdades em toda a sua estrutura logo após a criação, mas é injustificável qualquer que seja o atentado contra a mulher.

Que tristeza ser necessária a Lei Maria da Penha! Mas ao mesmo tempo às vezes seria necessário quem sabe, uma Lei José Aparecido por exemplo, para proteger homens cuja identidade esteja sendo de alguma neutralizada por alguma atitude feminista. 

Quando reflito sobre a realidade de uma mulher eu a vejo como mãe, namorada, amante, companheira, esposa, filha, neta, sobrinha tia, e tantos outros titulos poderiam ser estabelecidos na ordem da ancestralidade até que nos perderíamos de vista, mas o mais importante está no fato de mulher ser mulher.

Eu tenho que dizer: Êta trem bão sô! 

Pena que haja quem não goste desta monumental obra esculpida pelo próprio Deus Criador.
Eu imagino aquele dia Adão acordando e vendo aquela obra perfeita (não veio da evolução) vinda diretamente das mãos do Criador Deus. 
Embarque em meu pensamento, e reflita no que você quiser, e vai chegar ao ápice da glória. 

É bom ver mulheres buscando seu lugar e espaço no mundo preconceituoso cheio de medos por parte dos machistas que buscam minimizar, atrapalhar, ou tentar perverter os direitos da mulher.
Não obstante eu defenda todos os direitos de igualdade entre os dois sexos, é preciso que haja maturidade entres as partes, porque homem sempre será homem, e mulher sempre mulher.

O homem sempre o cabeça e provedor, e ela a rainha a receber as provisões lado a lado em amor.
Não há como os dois ocuparem o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, e talvez seja porque muitos não compreendam esta parte da física é que existam tantas incompatibilidades e violência, e sendo em parte o homem "mais forte" do que a mulher esta possa ser humilhada e colocada em plano diferenciado no sentido negativo.

No entanto, eu defendo o princípio da igualdade no que se refere aos direitos, mas a mulher deve se reservar nos aspectos inerentes à sua própria natureza, para que não seja banalizada em seus valores especiais.
Quando falo aqui sobre valores especiais, falo como homem apaixonado pela mulher que vive comigo, que anda lado a lado comigo já há mais de vinte e seis anos, falo pela mulher filha já há vinte e quatro anos que anda com seus próprios pés rumo à sua verdadeira independência afirmando sua identidade e construindo seu espaço, falo pelas mulheres minhas amigas e minhas irmãs.

Eu não posso nesta data esquecer dos valores daquelas mulheres que estão nos bastidores do sucesso de muitos homens, e até mesmo de alguns que nada reconhecem sobre este aspecto.

Mulheres! Não há necessidade de vocês fazerem frente a movimentos "feministas" para ajustar espaço, pois só o fato de vocês serem mulheres já é o bastante no espaço que Deus as colocou.
Sejam felizes pelo simples fato de ser mulheres!


Os movimentos parecem tirar de vocês algo que vocês jamais deveriam perder, a feminilidade, a singeleza, e aquela fragilidade que todo verdadeiro homem aprecia.
Uma mulher sempre deve ter certeza que está como mulher ao lado de um homem e vice versa.
Em um mundo de afeições trocadas desaparece o senso criador e prevalece o inovador perecível.

Obrigado Deus pelas minhas mulheres: Aquela que dorme no pó, a minha inesquecível mãe, obrigado pelas minhas amigas construídas ao longo de meus quase sessenta e cinco anos, pelas minhas irmãs de mesmo sangue, pelas mulheres sogras e tias, pelas minhas irmãs de nossa fé, e por fim, pelas duas mulheres mais importantes da face da terra, a Alaide Helena e Amanda Marillac Lacerda.

Mulheres! Sem vocês o mundo não existe!

Bendito o cheiro de uma verdadeira mulher!

Bju pra vocês no Dia Internacional das Mulheres - Vox Desertum - 08/03/2013

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS!

O Espírito do Natal


Conquanto consideremos nossa fragilidade de conduta diante da complexa sociedade humana da qual sou parte creio que uma reflexão sobre o natal, no contexto pós-moderno, faz-se necessária, para que se valorize mais o Deus da criação e da redenção, ao invés de o deus da ciência e do ceticismo. E também para que compreendamos, de forma mais clara e positiva, nossos próprios valores, nossa origem, nossos motivos para existir, nossos limites, e, por fim, nosso destino.

A cada ano temos o privilégio de um pause na jornada, para reunir famílias, amigos e tantos quantos, de alguma forma, fazem parte de nosso relacionamento.

Que maravilha, a oportunidade de relacionar e selecionar pessoas importantes e de confiança com as quais podemos nos abrir, compreender e nos fazer compreendidos!

Não obstante a tamanho privilégio, a correria em busca do sustento e de outras prioridades muitas vezes nos tem tornado frios, calculistas, egocêntricos, a ponto de só procurar os outros quando queremos auferir algo de nosso puro interesse; isto, naturalmente, descarta uma relação desinteressada mais profunda e significativa.

Natal! Tempo de encantos e desencantos, de encontros e desencontros!

Enquanto uns festejam outros choram a falta da presença de alguém; enquanto uns cantam o milagre da graça divina manifestada na encarnação do Deus vivo na pessoa de Cristo, outros louvam a ciência, o ceticismo e o consumo.

Afinal, o que deve significar o natal para mim?

A tradição estabeleceu-o como tempo de festas com muitas comidas finas, bebidas, chocolates, roupas novas e tantas outras curtições. Até aí, tudo bem! Afinal, é tempo de alegria e de festa!

Evite-se porém, o exagero. Exemplo: muitos, após as festividades, chegam a perder a vida no trânsito por não estarem em condições adequadas de assumir a direção de um veículo. Infelizmente, no meio da madrugada, a festa acaba em tragédia, com muita dor, pranto e luto.

Inegavelmente, o consumismo egoísta é praticamente o grande vilão da maioria das histórias tristes nesta época, quando tudo poderia ser motivo da grande alegria de podermos simplesmente dizer uns aos outros: “Boas Festas!”
  
É tempo de graça infinita a todos os que ainda não compreenderam a necessidade de fazer do natal o significado da ajuda aos necessitados, a partir da família que é o foco mais próximo. Isto nos tornará testemunhas vivas do real sentido da comemoração natalina.

Quero terminar minha reflexão desejando o melhor para todos neste especial tempo de festas; que seja um tempo de reconciliação e perdão àqueles que necessitem perdoar e ser perdoados.

Estou cônscio de meu papel e missão no mundo diversificado em que vivemos
Ao mesmo tempo estou tranquilo e agradecido a Deus por ter tido o privilégio, desde cedo e por quase meio século, de ajudar e participar  com  minha mãe da estruturação de nosso lar sem a presença de um pai, mesmo em conflito com minhas limitações, até poder estar em condições de formar o que hoje é a família Robin, Alaíde, Amanda, e agora receber Wanderson Oliveira da Silva como parte da expansão do elo que sustentará minha posteridade até que Jesus volte nas nuvens do céu, quando, então ocorrerá, sim, o resgate final de Seus remidos. Louvado seja o Seu nome!

Boas Festas e um 2013 pleno da graça de Deus!

Robin & Família - S Paulo 25.12.2012  voxdesertum.blogspot.com

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

DIA DE FINADOS, OU DOS MORTOS


DIA DE FINADOS, OU DOS MORTOS

Este dia nunca ocorreu nos planos originais de Deus, O Criador.
Nossos primeiros pais se encantaram com a possibilidade de conhecer o mal, e encontraram exatamente, isto é, na medida certa as conseqüências de desconfiarem de Deus, sendo a principal a MORTE.

Tinham como garantia, sob a condição de obediência a IMORTALIDADE, mas acreditaram que poderiam ser imortais na desobediência, e por isto foram afastados da árvore da vida, para que por amor e misericórdia de Deus não fossem portadores da natureza IMORTAL no pecado.
Nossos primeiros pais, ao invés de ganharem a evolução de conhecimento proposta por Satanás em seu portador mediúnico (a serpente) começaram a involução, ou regressão.

Não foi fácil para Eles o conhecer a morte a partir da necessidade da morte do primeiro cordeiro. Foi-lhes difícil ver a primeira folha e a primeira flor murchar, cair e secar.
Estes, no entanto, foram os primeiros efeitos causados pela morte.

A sentença de morte à total natureza humana foi revelada certamente com profunda tristeza pelo Criador, mas a morte não seria eterna para aqueles que aceitassem sacrificar o cordeiro sob a confissão dos pecados, até que O CORDEIRO DE DEUS cumprisse a promessa com Seu sacrifício na cruz.

Adão e esposa tiveram que sorver o amargo gosto do primeiro homicídio na família humana, mas mesmo a Caim estava disponível a graça da RESSURREIÇÃO caso confessasse em contrição e arrependimento seu hediondo crime.

A noite está alta, e a experiência com a morte nunca se tornou comum no planeta, pois Deus inseriu no homem a semente da eternidade.

Desde o inicio do Velho Testamento vemos os relatos da vida humana terminar com a expressão “e morreu”, ou suas variáveis “descansou”, dormiu etc...etc..., mas ninguém acostuma com este episódio pois, pecado gera morte e ponto final.

Mas já pensou se fôssemos por natureza imortais e portadores de uma doença como câncer e outras sem que isto tivesse um fim? Que Deus seria este que a Bíblia chama de “AMOR” diante de um fato deste? Esta e muitas outras indagações sobre a natureza amorosa e justa de Deus estariam em choque com a realidade de Seu caráter santo, justo e bom.

Infelizmente, o paganismo do Éden entrou em cena e invadiu a terra até chegar ao cristianismo oriundo de natureza mística e supersticiosa, que passou seu legado à maioria dos reformistas, que inseriram em sua teologia o conceito de imortalidade na natureza humana. A cultura grega se encarregou de agregar valores a esta falácia, e hoje vemos mais centros espiritualistas no mundo do que qualquer coisa substancialmente cristã neste aspecto.
As lindas filosofias em torno da imortalidade pregada pela serpente no Éden apenas mudam de formato para se ajustar a qualquer gosto, mas o princípio mórbido segundo a Palavra de Deus é o mesmo, “o engano”.
Ninguém necessita continuar enganado, porque Cristo RESSUSCITOU dos mortos e garantiu com este milagre vida RESSURREIÇÃO a todos os que NELE descansaram e descansam a cada dia indo PARA OS TÚMULOS (não para o Céu, ou para o Inferno antes do juízo, pois até mesmo os salvos passam pelo crivo (o julgamento começa pela casa de Deus). (1ª Ped 4:17)

Naturalmente, já que a tradição estabeleceu no calendário um dia também para a reverência à memória dos nossos entes queridos que descansaram é natural também que confiemos ainda mais na RESSURREIÇÃO, pois esta é nosso único consolo e conforto.

Com exceção dos que a Bíblia registra que subiram para o céu, nenhum morto já compareceu diante de Deus, ou do Diabo, pois será na Segunda Gloriosa Volta de Jesus que os mortos NELE RESSUSCITARÃO IMORTALIZADOS pela Sua glória, e recolhidos pelos anjos encontrar-se-ão com ELE nos ares (1ª Tess 4:13 a 18 e 1ª Cor 15:51 a 54 trazem claramente este conforto). Imortalidade e incorruptibilidade serão o prêmio dos RESSUSCITADOS no dia do Senhor. Estes não sofrerão o dano da segunda morte.

A RESSURREIÇÃO é maior tesouro do verdadeiro cristianismo, por quê?  Porque O TÚMULO DE JESUS ESTÁ VAZIO, e por isto o nosso também ficará vazio no dia do Senhor.

Sobre segunda RESSURREIÇÃO é assunto para mais além quando a natureza do pecado e suas consequencias desaparecerão do universo.

Que Deus nos abençoe e continue confortando os que carregam as chagas e as feridas causadas pelas perdas.

Robson Silva – 02/11/2012 – Voxdesertum. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O Culto Paralelo de Mitras




O Culto Paralelo de Mitras

José Carlos Ramos, D.Min

Engenheiro Coelho, SP, junho de 2012

“Por que o cristianismo de hoje difere, em crença e prática, do cristianismo do 1º século?”, alguns indagam surpresos quando começam a tomar conhecimento dos claros ensinos da Bíblia.
A história responde! Tão logo a era apostólica chegou ao fim, desvios de verdades originais do cristianismo começaram a ocorrer, incluindo mudanças quanto ao dia e à forma do culto cristão. Com o imperador Constantino (4º século), o primeiro dia da semana oficializou-se para santificação e culto em lugar do sétimo, para o quê em muito contribuiu a adoração do sol, originada dos persas, que adoravam Mitras, a maior representação ou manifestação do astro-rei.
Na Avesta, a coleção de escritos sagrados da mais conhecida filosofia religiosa da Pérsia, o zoroastrismo, Mitras é um deus guerreiro, aliado poderoso da suprema divindade, Ahura Mazda, em seu eterno combate contra as forças das trevas; este mito era parte do dualismo persa envolvendo dois princípios antagônicos: o bem e o mal. Algum paralelo com o que a Bíblia informa sobre o grande conflito não é mera coincidência.

Expansão do Culto

O desaparecimento do império persa não significou o fim do mitraísmo. Muito ao contrário, as conquistas gregas, e em seguida as romanas, propiciaram uma expansão do culto tonando-o universal. Por exemplo, nos Vedas, os escritos sagrados do hinduísmo (a religião da maioria na Índia), Mitras aparece como a luz celeste. É que antes da era cristã, as milícias romanas difundiram o mitraísmo até o extremo oriente; e já na era cristã, levaram-no até os extremos do Ocidente conhecido. Assim, o culto a Mitras, suposto deus da luz e da verdade, acabou difundido em todo o império.
No 2º século, muitos da elite romana, que incluía a classe culta e os que reuniam o poder, aderiram à adoração de Mitras, indicando que o mitraísmo logo se tornaria o culto oficial do império. De fato, isso aconteceu no 3º século, sob Aureliano (270-275); o deus-sol agora se tornara supremo como Sol Dominus Imperii Romani (Sol, o Senhor do Império Romano).
Diversos imperadores foram ardorosos mitraístas, entre eles Heliogábulo (218-222), nome adotado por Varius Avito Bassiano em homenagem ao deus-sol, de quem se tornou grão-sacerdote hereditário e em cuja homenagem ergueu em Roma dois templos (em grego, hélio significa sol, e gábulo seria a forma helenizada do siríaco gabal, montanha). Constantino, no 4º século, emitiu a primeira lei dominical por influência do mitraísmo. Ela abria com as seguintes palavras: “Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do sol.”
Tudo isso, naturalmente, contribuiu para que certas práticas do culto a Mitras, incluindo o dia consagrado à sua adoração e serviço, o primeiro da semana, fossem incorporadas pela cristandade no culto a Cristo. Aliás, incontinente, a igreja na época sancionou o decreto dominical de Constantino promulgado em 321.

Paralelos

Certamente os paralelos entre o mitraísmo e o cristianismo favoreceram tal incorporação. Segundo a lenda, Mitras nasceu numa gruta e teve alguns pastores como os primeiros a adorá-lo; devido ao lugar do seu nascimento, o culto a ele era realizado em grutas quase sempre construídas, que recebiam o nome de mitraemos. No interior da gruta havia uma pedra que servia de altar, e no teto uma fresta posicionada de tal maneira que ao meio-dia o raio do sol penetrava atingindo o altar. Neste momento se prestava o culto a Mitras. Também Cristo, ao nascer, teve a visita de pastores que, se não O adoraram, glorificaram e louvaram a Deus pelo que ocorrera (Lc 2:20).
Como servidor eleito por Ahura Mazda, Mitras, em sua passagem pela terra, operou muitos e poderosos milagres, culminando o seu ministério em favor dos homens com o sacrifício de um touro sagrado, cujo sangue fertilizou a Terra. O mesmo pode ser dito de Cristo, com a exceção de ter sido eleito pelo Deus verdadeiro, e ter oferecido o sacrifício de Si mesmo. Ainda segundo a lenda, Mitras finalmente ascendeu ao Céu, onde mora com os imortais, e está sempre abençoando os que o invocam; uma réplica da ascensão de Cristo e do fato de interceder no Céu por Seus seguidores.
Há outros paralelos. Para se tornar um adepto do mitraísmo, o candidato se submetia a um rito batismal, o que também é requerido no cristianismo. O batismo mitraico, porém, era feito com aspersão, em todo o corpo do candidato, de sangue de touro, o animal de cuja espécie um havia sido sacrificado, segundo a lenda, por Mitras no fim de seu ministério. O batismo cristão, claro, é por imersão na água; mas não seria derivada daí a prática do batismo por aspersão?
Em seguida vinha a cerimônia da comunhão no mitraísmo: o adepto comia pão e bebia água, ou vinho, como forma de participação na própria divindade. Aplicavam-lhe, então, mel na palma da mão e na língua. Finalmente era-lhe requerido que orasse a Mitras e o invocasse com o oferecimento de um sacrifício. Também no cristianismo ocorre o serviço periódico da comunhão, quando pão e vinho são servidos, através dos quais se comemora o sacrifício de Jesus e se intensifica a união com Ele. A invocação do nome de Cristo também é referida na Bíblia (At 22:16; Rm 10:13; 1Co 1:2; 2Tm 2:22).
Os mitraístas criam no paraíso e no inferno, para onde, após a morte, iam bons e maus respectivamente. Para eles, esta vida era um preparo para a vida eterna, que seria de felicidade ou de dor. Claro que está envolvida aqui a crença na imortalidade da alma e concepções decorrentes.
O tema do galardão para bons e da punição para maus é bíblico, mas a ideia de que são conferidos logo após a morte é deturpação pagã que o cristianismo popular herdou do mitraísmo; segundo este, entre o paraíso e o inferno, havia uma espécie de purgatório, conhecido como a morada dos pesos iguais, destinada às almas que haviam praticado igual quantidade de boas e más obras. De onde teria vindo para o cristianismo popular crendice semelhante?
Agora vejam: era também crido que no último dia os mortos sairiam dos túmulos com o chamado de Mitras, que conduziria os praticantes do bem ao céu de luz e glória, e enviaria os praticantes do mal a um lugar de trevas e sofrimento. Uma crença praticamente idêntica ao fato de que Jesus, em Sua segunda vinda e no fim do milênio, chamará os que estão mortos para adentrarem a glória ou para enfrentarem “trevas... choro e ranger de dentes” (Mt 22:13).
De quebra, afirmava-se que Mitras nascera em 25 de dezembro, mais ou menos na época do solstício de inverno no hemisfério norte, a partir do qual os dias vão se tornando cada vez mais longos, isto é, o sol vai aumentando o seu domínio. Igualmente a cristandade comemora o nascimento do Salvador nessa data. Os Evangelhos, todavia, guardam total silêncio quanto ao dia do Seu nascimento, havendo, inclusive, evidência que não poderia ter sido em dezembro.

Autoria dos Paralelos e das Falsidades

É fácil se surpreender com os paralelos entre o mitraísmo e o cristianismo. “Quanta coincidência!”, alguém exclamaria. Mas seriam apenas coincidências? Não o creio.
O inimigo é o mestre da contrafação. É especialista não só na arte de imitar a verdade, mas também de entremeá-la com falsidades. Observe-se que os paralelos, que refletem fatos do evangelho, acham-se mesclados com falsidades simuladas e bem elaboradas. Os paralelos contribuíram para a infiltração do engano na dogmática cristã. O inimigo sabe que muito mais fácil e eficiente que fomentar a aceitação de uma mentira total, é dosá-la com poucas (ou até muitas) verdades, e então oferecê-la como prato apetitoso, avidamente aceito; e assim, a mentira ganha terreno, sendo engenhosamente promovida.
Outra coisa que ele se esmera em fazer é camuflar o engano, revestindo-o com uma aparência de verdade. O Apocalipse revela esse fato objetivamente. Tão grande é seu empenho, que ele tenta imitar os próprios atos de Deus e suas verdades, o que, é claro, implica sua grande ambição original que ainda perdura: ser como Ele. Os paralelos alistados nesse livro são uma contundente denúncia do estratagema satânico. Como os seres de um grupo se opõem aos seres do outro grupo, classifico esses paralelos de antitéticos. O empenho satânico deve ser considerado tão somente uma contrafação infame. A seguir, doze paralelos:

(01) Deus Se revela em forma triúna: Pai,
        Filho e Espírito Santo
O inimigo se revela em forma triúna: dragão,
        besta e falso profeta (2ª besta)
(02) O Filho é o Cristo
A besta é o anticristo
(03) Unidade entre o Pai e o Filho: o
        segundo é a imagem do primeiro
Unidade entre o dragão e a besta: esta é a imagem do dragão
(04) O Filho recebe trono e autoridade do Pai
A besta recebe trono e autoridade do dragão
(05) Espírito Santo glorifica e exalta o Filho
O falso profeta glorifica e exalta a besta
(06) Jesus, o Filho, é morto
A besta recebe uma ferida de morte

Nota: o mesmo termo grego, esphagménon, “havendo sido morto”, é empregado em
relação a Cristo em Apoc 5:6 e 13:8, e em relação à besta em 13:3

(07) Jesus foi morto e ressuscitou
A besta foi ferida e será curada
(08) Jesus na posse de maior poder depois de
        ressuscitado
A besta ostentará maior poder depois que a
        ferida mortal for curada
(09) Antes de ser morto Jesus exerceu maior ação num determinado lugar da Terra, a Palestina
Antes de ser ferida de morte, a besta exerceu
        mais o seu poder numa determinada
        região da Terra, a Europa ocidental
(10) Depois da ressurreição, o senhorio de Jesus se estendeu, por obra e graça do Espírito Santo, por toda a Terra
Depois da cura de ferida mortal, a supremacia
        da besta se estenderá, pela atuação do
        falso profeta, por toda a Terra
(11) Uma mulher pura está relacionada com Jesus
Uma mulher imunda está relacionada com a
        besta
(12) Selo de Deus contendo Seu nome
Marca da besta contendo seu nome

Bem, o inimigo foi astuto e suficientemente hábil para criar o mitraísmo e universalizá-lo mais ou menos ao mesmo tempo em que a genuína história e os ensinamentos de Jesus foram levados ao mundo através da pregação do evangelho. E o que é o mitraísmo senão um arremedo grotesco daquela maravilhosa Vida e ensinamentos? E o pior, o inimigo fez com que este arremedo, em vários aspectos, tomasse finalmente o lugar da verdadeira Vida que foi vivida e sacrificada pelos pecadores, bem como o lugar dos ensinos dela advindos. E o arremedo permaneceu.

Conclusão: A Restauração Prevista

Dou graças a Deus porque em cada época Ele teve Suas fiéis testemunhas. A profecia, porém, previu que, nos últimos dias, seriam vindicadas as verdades jogadas por terra pela estratégia satânica unida à insensatez humana (Dn 8:10-14). Com efeito, Jesus só voltará quando todas as coisas que a apostasia colocou a perder forem restauradas (ver At 3:21).
Esta restauração está hoje em andamento, conforme o remanescente cumpre sua missão no mundo. Desta restauração nos fala Dn 8:14 e particularmente Ap 14:6-12. Aqui, o vidente de Patmos vê o povo de Deus proclamando a tríplice mensagem angélica e guardando os Seus mandamentos, isto é, a Igreja novamente sustentando as verdades divinas, como foi feito no 1º século. Que restauração prodigiosa e que sublime privilégio o nosso!
Tão logo ela alcance todos os rincões do mundo e cada pessoa defina sua posição quanto ao que a Bíblia diz, Jesus voltará para conduzir “a nação justa que observa a verdade” (Is 26:2, Almeida Revista e Corrigida) ― os Seus seguidores, ao lar que lhes “está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25:34).
Estamos orando para que a obra de Deus, a cada dia, avance com poder? E, considerando que o fim se aproxima, estamos nos preparando para a crise que se abaterá em breve sobre o mundo?
Que naquele glorioso dia nada seja encontrado em nós que reflita o culto paralelo de Mitras; tão somente o apego irrestrito às verdades que Deus graciosamente revelou. 

Aqui eu quero com esta publicação prestar um tributo de amizade sincera ao meu amigo particular Pr Dr José Carlos Ramos - Voxdesertum 12/10/2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

DIA DA ÁRVORE


O DIA DA ÁRVORE

Em meio a tantas comemorações para cada dia do ano, hoje chegamos ao dia da árvore.

O que significa este dia para você e eu?
Para que, e para quem foram criadas as árvores?
Por ventura somente para embelezar a terra?

Em meio aos mais diversificados gostos e os propósitos de cada ser ou grupos, certamente há os que não gostam de árvores e...são tantos espalhados pelo mundo...

Basta-nos contemplar a superfície da terra ao nosso redor, para que constatemos o desgosto pelas árvores.
O povo “desenvolvido” ama o asfalto e o concreto de cimento e ferro, obras de arte do homem em involução.

O descaso pelas árvores começa exatamente no princípio da criação, quando nossos primeiros pais, ao tentarem ser iguais a Deus lançaram a primeira indiferença para com as árvores ainda que sem a mínima intenção e avaliação dos resultados.
Eles, indubitavelmente puderam e tiveram o privilégio de conhecer as árvores em todo seu esplendor, quando nenhuma folha e flor sequer amarelavam, murchavam, morriam e caiam aos pés das árvores, porque ainda não havia morte.

Que maravilha poder perceber quase que o pulsar da vida numa folha verde, que por si só representava a magnitude da obra criada pelo doador da vida “O Próprio Deus”!

Que maravilha participar da primeira reunião com O Criador e receber tamanha obra para administrar!

Mas quanto tempo durou a beleza da árvore a princípio imortal?

Haverá com certeza um momento especial em que nós vamos saber quanto tempo durou a terra sem a marca da doença, da dor, do sofrimento e da morte.

Com a queda de nossos primeiros pais todo o planeta caiu junto, e entrou em degradação.

Podemos ver isto sob a pena do inspirado escritor Paulo de Tarso aos romanos.
A degeneração, no entanto, não foi de uma só vez. Deus estabeleceu na ordem dos acontecimentos, para que os resultados da queda se processassem de forma gradativa e constante, para que o homem bem como os seres que não caíram pudessem avaliar a quão terrível natureza daquilo que as sagradas escrituras denominam pecado. Era necessário que assim fosse, para que amadurecesse a batalha entre o bem e o mal, para que o criador pudesse ser compreendido por toda inteligência existente em Seu amor e justiça.

O tempo passou e hoje podemos diferenciar entre o poder criador e mantenedor e o poder destruidor encarnado na natureza humana.
Por mais que a nossa natureza corrompida impulsione a destruição, no caso das árvores, o mantenedor ainda deixa diante de nós os traços pálidos daquilo que um dia fora magnífico em seu verdadeiro esplendor.

Ainda podemos com todo cuidado contemplar espécies lindas a enfeitar a natureza agora obscurecida pela nuvem de fumaça destruidora do painel original.

Por mais que sejam reais os esforços para a restauração daquilo que o criador em Sua sabedoria estabeleceu, jamais o homem orgulhoso, corrupto, interesseiro e cobiçoso poderá produzir os efeitos necessários ao embelezamento do primeiro Éden.
Não é apenas uma questão de querer ou não.

Como nós mesmos, em constante e crescente nível de degradação poderemos restabelecer aquilo que a nossa própria natureza destruiu?

As reuniões dos chamados “Grandes da Terra” jamais conseguirão prevalecer para o bem estar do planeta, posto que não conseguem extinguir de si mesmos a semente que alimenta a grande árvore do egoísmo e da usura.

As árvores pedem licença, para ocuparem o pequeno espaço que a cada dia nós as roubamos!

As árvores gostariam de continuar existindo, para que em suas frondosas copas os pássaros pudessem cantar e saltitar livres e felizes!

As árvores choram ao serem tombadas maliciosamente pelos grandes grupos econômicos, que invadem as matas, para no lugar delas ampliarem as suas fontes de lucros trazendo a ilusão ao povo que cegamente acredita na filosofia do desenvolvimento “sustentável”.

Não trato aqui de uma política partidária contra o desenvolvimento, de forma alguma, mas de conscientização ecológica real; de abrir mão do egoísmo para uma vida melhor e saudável. 

Hoje é dia da árvore!

Você deseja chuvas regulares? Preserve as florestas! 
Você deseja serenidade e calmaria durante os momentos de chuvas? Plante árvores, para que os ventos não tragam destruição.
Você valoriza uma árvore? Diga não aos ambiciosos e egoístas!
Você deseja oxigênio limpo? Não assine projeto algum que venha a destituir das cercanias de sua habitação o livre crescimento das árvores, onde você irá ver e ouvir o canto de alegria dos pássaros todas as tardes e manhãs.

Obrigado Deus! Por ainda manter sob o controle o mínimo do verde que Suas criaturas ainda necessitam para continuarem com vida.

Voxdesertum 21 de Setembro de 2012.